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Ainda não é oficial mas trata-se de um facto quase consumado: Rúben Neves irá jogar, na temporada futebolística 2017/18, no Wolverhamptom WFC. O valor da transferência deverá rondar os 18 milhões de euros, valor esse que poderá ascender a 20 milhões por objetivos.

É certo que o FC Porto precisa de vender alguns dos seus ativos para cumprir com o fair play financeiro imposto pela UEFA, mas também é certo que o clube precisa, urgentemente, de regressar às vitórias e à conquista de títulos. Rúben Neves, pese embora não integrasse regularmente o 11 inicial do FC Porto nas últimas duas épocas, era um jogador “da casa”, oriundo da formação do clube e, acima de tudo, era um futebolista com uma tremenda margem de progressão. Tem muito a melhorar ao nível do posicionamento defensivo de modo a ser capaz de controlar esse momento do jogo mas, no momento ofensivo, consegue sempre ser uma opção válida para os colegas de equipa, decide rápido e quase sempre bem, e executa com igual qualidade.

Olhar para Rúben Neves é olhar para um trinco do futebol moderno, isto é, para um dos primeiros homens com quem se pode contar para sair a jogar com qualidade e para ligar a fase de construção com a criação. Este é, a este nível, um futebolista muito mais capaz do que Danilo Pereira e que faz lembrar aquele que é, atualmente, o melhor trinco do futebol mundial: Sergio Busquets. Existem também algumas semelhanças entre Rúben Neves e Julian Weigl, provavelmente o trinco com maior potencial no futebol atual, bem como com Xabi Alonso, um dos médios defensivos mais interessantes do século XXI.

Rúben Neves já foi várias vezes capitão do FC Porto Fonte: FC Porto
Rúben Neves já foi várias vezes capitão do FC Porto
Fonte: FC Porto

O negócio, pese embora pareça essencial para equilibrar as contas do FC Porto, revela-se como um exemplo de má gestão a dois níveis: 1) para o clube; e 2) para o jogador. O clube perde um futebolista que, caso viesse a integrar o 11 inicial com maior regularidade e a evoluir, poderia render muito mais aos azuis e brancos no futuro, tanto desportiva como financeiramente. O jogador perde porque sai num momento em que ainda não se afirmou em definitivo, vai para uma liga (inglesa) que parece não ser a melhor para o seu estilo de jogo, e irá disputar um campeonato secundário no qual, caso o Wolverhampton WFC não venha a apresentar bons resultados, dificilmente poderá aspirar a transferir-se para um clube de maior dimensão.

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