Pepe é Porto.

Este é o melhor mote para começar esta apreciação ao capitão portista que é o melhor central português da atualidade e, talvez, de sempre. A história do Képler Laveran Lima Ferreira começou em Portugal pelas mãos do CS Marítimo, e desde cedo deu para perceber que seria uma mais valia para a equipa madeirense. As duas temporadas na equipa principal mostraram que, além de estar pronto para dar o salto, mostrava uma raça equiparável como a que se sentia nos Dragões – o destino parecia certo.

A chegada ao FC Porto, além de entusiasmante, foi o palco que precisava para mostrar ao mundo a qualidade e intensidade que colocara ao jogo e começou desde logo a ser cobiçado pelos gigantes europeus que viam em Pepe aquilo que qualquer defesa central necessitava para se assumir e garantir pontos. A agressividade era uma das suas características mais reconhecidas e apreciadas no seio da invicta e pelo mundo, como tal, foi em 2007 que deu o grande salto na carreira com a saída para o Real Madrid CF.

Em Madrid o luso-brasileiro foi um sucesso, a dupla Ramos/Pepe era a dupla de centrais mais temida pela Europa fora, agressivos e eficazes, com algumas polémicas à mistura conseguiram garantir aos merengues a tão desejada “la décima” juntamente com uma mão cheia de títulos importantes para a história do clube. A saída do Real só acontece em 2017, 10 anos após a chegada à capital espanhola. Aos 33 anos, ainda cheio de vontade de ganhar títulos, optou por assinar contrato com o clube turco Besiktas JK. Esta passagem pela Turquia foi rápida e em janeiro de 2019, depois de muita especulação, regressou à casa que o mostrou ao mundo, o FC Porto.

Este regresso aconteceu numa altura em que a condição física do jogador era contestada pelos 35 anos, mas Pepe chegou com o estatuto de um dos melhores da atualidade e de sempre, algo que nunca se perde nos jogadores com estas características é a vontade de defender a equipa custe o que custar. Não chegou apenas para ser jogador mas para ser a voz que todos respeitavam dentro do balneário e fora dele.

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Atualmente em 2021, com 38 anos, após a conquista de vários títulos pelos Dragões como capitão e, como se diz na gíria portuguesa, “ainda está para as curvas”, numa altura em que ninguém pensaria que manteria o nível mundial, provou a todos o contrário, está num pico de forma como há muito não se via em Portugal, excecional no posicionamento e imperial no jogo aéreo, mostrou no jogo contra a Juventus FC ser quase impossível ultrapassar o central.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Um exemplo para todos aqueles que sonham jogar no topo do futebol mundial, Pepe é o exemplo de acreditar e ter a raça que caracteriza tão bem as gentes da invicta. Para o clube é uma lufada de ar fresco saber que tem no luso-brasileiro, uma lenda do futebol em campo todos os jogos e a segurança, a liderança em campo quando a equipa está em momentos de mais pressão.

Como diz Rio Ferdinand: “pegava nestes clips (de Pepe a defender) e dava-os a cada um dos jovens centrais para verem – o seu posicionamento, vontade, comunicação, atenção, feeling e capacidade de perceber de onde vem o perigo, o uso do corpo..”.

Lembremo-nos para sempre do que foi e do que Pepe representa – um verdadeiro capitão.

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