Sensação de dever cumprido | FC Porto 3-0 Nice

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Não havia muitos pretextos para justificar uma possível perda de pontos do FC Porto contra o Nice, ‘lanterna-vermelha’ da Europa League e que tinha de derrotas contra o Marselha e o Metz, equipa na luta pela manutenção na Ligue 1. E mal o árbitro tinha apitado, quaisquer dúvidas sobre o favoritismo dos dragões caiu por água abaixo.

Naquele que foi o reencontro de Farioli com a antiga equipa, que treinou há duas épocas, assim com Pablo Rosario, contratado esta época ao emblema francês, começou como central no 4-3-3 do técnico italiano.

Com apenas 19 segundos no marcador, o golo mais rápido desta Europa League, é feito por Gabri Veiga. O médio aproveitou o passe de Pepê e abriu as contas para a equipa da casa. O espanhol acabava de entrar na história dos azuis e brancos, sendo o segundo mais rápido da história do clube no Dragão, apenas atrás de Galeno, contra o Rio Ave em agosto de 2024, por um segundo.

Wenderson Galeno FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

A chegar nos últimos quarto de hora da primeira parte, uma grande jogada iniciado pelo passe desbloqueador do central, para Victor Froholdt que ao passar por dois jogadores no flanco direito da área (insert goalkeeper name here), lançou perfeitamente Gabri Veiga para o 2-0 com um passe diagonal rasgar a última linha defensiva do coletivo francês.

O jogo estava a ser decidido pela profundidade, e os dragões ao perceber isto, continuaram a explorar as fraquezas clarividentes com os passes a Froholdt à beira dos 40 minutos, e Samu pouco antes da ocasião do Nice, que deu força a mais na curva do remate após fintar. Um ‘bis’ merecido, pelo jogo tremendo que Veiga fez, mesmo sem o golo marcado.

Mesmo após o segundo golo de conforto antes do final dos primeiros 45 minutos, Farioli não se mostrou contente e não tirou o pé do acelerador contra a antiga equipa. E o domínio portista continuou, com a insistência de Samu e do ataque. E foi assim a história da primeira parte: com cada recuperação de bola do meio-campo francês, os dragões conseguiram tranquila e gradualmente impor o seu jogo.

Gabri Veiga FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

A melhor ocasião veio com Soufiane Diop, que desperdiçou uma possível reentrada no jogo aos 37 minutos. Mesmo assim, o FC Porto recuperou facilmente a superioridade com dois cantos de Gabri Veiga que continuaram a atormentar a defesa desorganizada do Nice para acabar a parte.

Logo após o intervalo, Farioli trocou Alan Varela por Bednarek, para gestão defensiva, numa decisão que pouco alterou a abordagem das duas equipas. O recomeço do jogo não foi bom para o Nice que continuou confinado à sua área. O descontentamento já era visível com o treinador Franck Haise no banco, na transmissão televisiva, durante os primeiros cinco minutos.

O teste de ferro entre Dante e Samu, prosseguiu na segunda parte, mas as preocupações em termos da facilidade de jogo, caíram por água abaixo. Com um passe certeiro de Veiga a Samu, Dante escorrega e derruba Samu na área, criando o 3-0. Estes são daqueles momentos de infelicidade, que não fazem justiça à carreira que Dante teve, e à falta de organização demonstrada pelo Nice, nas partes cruciais do jogo.

Aos 61 minutos, Samu convertia mais um penálti, após o lance sem margem para dúvidas para o árbitro Matej Jug. Apesar de tudo, a vantagem é merecida, especialmente com o envolvimento nos três golos por Gabri Veiga, que cimentava o prémio de homem do jogo, após o passe que garantiu a falta arriscada sobre o avançado espanhol.

Com o jogo sobre controlo, ainda houve tempo para Rodrigo Mora (que entrou no lugar de Froholdt) a tentar a sua sorte e sentenciar ainda mais uma partida sem grandes desenvolvimentos, com um remate após cortar para dentro, a sair muito aquém do esperado e do que já estávamos anteriormente acostumados a ver na Primeira Liga, mas sem sucesso desta vez.

O FC Porto conseguiu a terceira vitória em três jogos, após um começo que pode ser considerado atribulado, tendo em conta a forma doméstica e sobe provisoriamente ao quinto lugar, antes do desfecho dos jogos europeus esta semana.

O Nice continua em sarilhos a nível europeu, e a falta de afirmação neste contexto é um fator de motivação extra para pontuar no próximo jogo contra o Braga em dezembro, onde o Nice recebe os minhotos como lanterna-vermelha na tabela da fase de liga (cinco jogos, cinco derrotas)

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