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Todos os olhos deste sábado estavam postos no maior clássico do futebol português. O SL Benfica recebeu o FC Porto no Estádio da Luz depois de ambas as equipas terem cedidos pontos na última jornada com dois empates. Rui Vitória não lançou Fejsa nem Grimaldo (opções faladas ao longo da semana) mas apostou em Rafa Silva no lugar de Zivkovic. Já Nuno Espírito Santo optou por um 4-3-3 clássico deixando André Silva no banco e apostando num tridente ofensivo composto por Brahimi, Soares e Corona. André André foi uma aposta lançada pelo treinador portista para reforçar um meio campo já composto por Óliver e Danilo.

Os Dragões entraram no jogo com pouca vontade de jogar e pagaram caro. O Benfica entrou muito pressionante e com um jogo muito fluído variando de flanco sempre que possível com passes a rasgar toda a largura do terreno de jogo. Aos 7´, Felipe cai no tetro de Jonas e derruba-o (inteligentemente aproveitou o contacto para caír) dentro de área, dando de bandeja o primeiro golo do encontro ao brasileiro dos encarnados. De pênalti, o aniversariante (33 anos) marcou o seu primeiro golo a um rival ao serviço do SL Benfica e deu vantagem aos milhares de benfiquistas que encheram a luz.

A história da primeira parte resume-se ao golo de Jonas e pouco mais. O SL Benfica teve sempre melhor conseguindo contrariar o jogo do FC Porto. Brahimi, um dos poucos inconformados com o resultado, tentou por algumas vezes chegar à baliza contrária. Mitroglou proporcionou novo susto aos portistas dez minutos depois do tento apontado por Jonas. O grego recebeu à entrada da área, rodou e rematou. Valeu o excelente posicionamento de Casillas que percebeu a intenção do avançado internacional pela Grécia e posicionou-se da melhor maneira para defender o remate.

A melhor oportunidade dos azuis e brancos surgiu dos pés de Brahimi (quem mais poderia saír quando os outros dez estão pouco inspirados). De livre, o argelino desferiu um remate com efeito que ainda bateu na relva antes de ser defendido por Ederson. Grande resposta do guarda redes brasileiro a um livre bem marcado pelo número 8 dos Dragões. Antes de acabar a primeira parte, Luisão teve uma oportunidade de ouro para dar outro conforto à equipa da casa. Pizzi bateu muito bem um livre aos 42´: fez a bola atravessar toda a área portista e deu de bandeja o golo ao capitão da equipa da casa. Luisão cabeceou torto e despediçou uma oportunidade que daria outra lufada de ar na segunda parte.

A equipa orientada por Nuno Espírito Santo entrou em campo depois do intervalo com o intuito de igualar o resultado. Na primeira grande oportunidade da segunda parte a equipa nortenha não vacilou. Uma perda de bola de Pizzi no meio campo originou grande confusão na grande área benfiquista. Ederson defendeu o primeiro remate de Brahimi, a bola ressaltou e foi cortada diversas vezes em alguns jogadores e sobrou para Maxi Pereira. O uruguaio, ex-jogador e capitão dos encarnados, dominou com o peito dentro de área e rematou para o fundo da baliza de Ederson. Estava restabelecido o empate aos 49 minutos.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

O SL Benfica respondeu da melhor maneira ao golo sofrido. Manteve o mesmo ADN que mostrou na segunda parte ao apostar numa circulação de bola rápida com variação de flancos. Apesar disso, a segunda grande oportunidade do segundo tempo pertenceu aos Dragões. Soares, em contra-ataque aos 60´, conseguiu fintar Semedo e ficar na cara de Ederson. O guarda-redes brasileiro percebeu as intenções de Tiquinho e conseguiu fazer a mancha que negou o golo ao avançado portista. Depois deste lance, o FC Porto não conseguiu criar outra grande oportunidade. Restava meia hora de jogo.

A equipa de Rui Vitória jogou melhor futebol, mostrou que queria ganhar o jogo e pode mesmo culpar Casillas (novamente) pelo desfecho não ter sido diferente. O guarda redes espanhol evitou o golo em várias ocasiões. A primeira surgiu dos pés de Jonas aos 62´ com um remate fora de área desviado para canto. Três minutos depois, Casillas esticou-se todo para evitar o golo de Jonas. O avançado brasileiro tinha a baliza a dois metros, mas viu o golo negado pelo guarda-redes de 35 anos. Na sequência do lance anterior, através de um canto, Jonas cabeceou a centrímetros da baliza.  Aos 73´, Casillas foi novamente incrível ao negar o golo a uma grande oportunidade do SL Benfica (talvez a melhor do jogo). Na sequência de um livre de Pizzi, a bola sobrou para Mitroglou que rematou já dentro da pequena área com Casillas, uma vez mais, a negar o golo. Na sequência do lance, como se não bastasse, a bola ainda sobrou para Jonas e Casillas defendeu outra vez.

Nos últimos quinze minutos de jogo o SL Benfica manteve o controlo do jogo com o FC Porto a tentar causar sobressaltos em contra-ataque. Não é surpresa dizer que os nortenhos não foram bem sucedidos. A equipa de Rui Vitória mostrou grande personalidade (a melhor exibição dos últimos meses) e a equipa da Invicta devia ter feito muito mais. Carlos Xistra teve um grande desempenho na primeira parte e pecou um pouco na segunda. O árbitro de Castelo Branco podia e devia ter amarelado alguns jogadores do SL Benfica com a mesma frequência (e coragem) com que amarelou os visitantes. Pizzi e Jonas nunca deviam ter terminado o jogo “limpos”.

Foto de Capa: FC Porto

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