Este fim de semana, o FC Porto regressou às competições oficiais, sendo que os dragões realizaram uma boa exibição e a isso juntaram um bom resultado, por 2-0. A tudo isto, Sérgio Conceição deve ter ficado ainda mais satisfeito com o facto de Diogo Costa ter mantido a sua baliza a zeros, algo que na pré-época foi difícil de fazer.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

De recordar que durante a pré-temporada poucas foram as partidas em que os azuis e brancos não encaixaram dois ou mais golos, como foi o caso contra o Moreirense FC, o Académico de Viseu FC, a AS Roma e o Olympique de Lyonnais.

A justificação deste facto parece ser a transição defensiva do FC Porto, pois parece muito vulnerável a saídas rápidas do adversário, deixando a sua defesa em sobressalto. Ainda na última partida, com o Belenenses-SAD, aos seis minutos de jogo, assistimos a um lance deste género, mas que não teve a conclusão desejada, para felicidade minha e de todos os adeptos da casa.

Situações recorrentes aconteceram na pré-época e ajudam muito a perceber alguns golos sofridos. Outro aspeto que deve ser analisado são as bolas paradas, pois também tem sido um dos fatores para este balanço negativo.

Tanto contra a AS Roma, como no encontro de apresentação, contra os franceses de Peter Bosz, a formação da invicta consentiu dois golos provenientes de um pontapé de canto, algo que ninguém estava habituado a ver no FC Porto.

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Estes momentos de jogo, sempre foram uma das imagens de marca do FC Porto de Sérgio Conceição, no entanto, até ao momento, essa sina parece ter virado uma preocupação, mas algo que facilmente poderá a vir ser ultrapassado com trabalho diário no Olival. De realçar, ainda sobre este ponto, que jogadores preponderantes neste tipo de ação, Felipe, Soares, Militão já não residem no Olival, o que também faz a sua moça…

É verdade que as laterais também tem sido, frequentemente, apontadas como o calcanhar de Aquiles da formação nortenha, mas tirando a situação do lado esquerdo, que já foi debatida num outro artigo, não parece por aqui que passará a vulnerabilidade do grupo de trabalho de Sérgio Conceição.

Por fim, não esquecer a importância que a dupla de meio-campo tem nesta componente, pois poderá ter a utilidade de servir de tampão a eventuais contra-golpes durante os 90 minutos. Aqui temos de registar a ausência de Uribe, que é um jogador fundamental neste tipo de estratégia.

Além disso, Grujic está de contas com uma lesão, enquanto Sérgio Oliveira não parece ainda estar no topo da sua forma, o que poderá fragilizar mais o equilíbrio defensivo que Sérgio Conceição tanto aprecia e quer ver implementado no FC Porto.

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