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O empate caseiro do FC Porto ficou marcado por vários acontecimentos que, em muito ou em pouco, contribuíram para que fosse possível. Desde logo, por coincidência ou não, o Dragão voltou a assistir a uma arbitragem onde os responsáveis por essa vertente do jogo pura e simplesmente se recusavam a assinalar grandes penalidades a favor dos Azuis e Brancos. Foram mais três a acrescentar a um valor quase pornográfico que vai aumentando jornada após jornada. Depois, a maldita sorte (ou falta dela): os visitantes marcam naquela que foi praticamente a única oportunidade que tiveram para o fazer, enquanto do outro lado os postes e os adversários iam evitando que o resultado se fosse avolumando para os Dragões. Por último, as opções de Nuno Espírito Santo (NES) para este desafio de extrema importância. Por ser precisamente esta a única vertente controlável, será nela que me irei debruçar neste texto.

Não há como não fazer a divisão: 2016/2017 tem as versões pré-Soares e pós-Soares. A versão pré-Soares era aquela que criava oportunidades, dominava adversários e que precisava de várias oportunidades para chegar ao golo. A versão pós-Soares é uma versão mais letal, que sabe aproveitar espaços e que muitas vezes tem um aproveitamento ofensivo quase perfeito. No Domingo, dia em que os três pontos davam o primeiro lugar antes da visita à Luz, o FC Porto pré-Soares, mesmo com o brasileiro no onze, voltou a dar a cara.

Fonte: Facebook Oficial de Tiquinho Soares
Fonte: Facebook Oficial de Tiquinho Soares

Na minha opinião, esse FC Porto renasceu por dois equívocos de NES: o regresso ao 4-4-2 e alteração da dinâmica no ataque. Para jogar com dois jogadores de área e dois extremos, o treinador portista abdicou de um terceiro elemento a meio-campo, sendo que esta mudança acabou por se mostrar fundamental tanto no golo sofrido, como na previsibilidade com que os Dragões saíam para o ataque. Recuando um pouco no tempo: Óliver brilhou no Porto de Lopetegui a jogar em 4-3-3; Simeone dispensou-o porque o pequeno espanhol sentiu dificuldade em impor-se numa equipa que jogava em 4-4-2; o FC Porto e Óliver vinham a subir de forma jogo após jogo, a jogar com três médios.

Foto de Capa: FC Porto

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