GD Estoril-Praia 0-6 SC Braga: Meia dúzia nunca é demais

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Conferência BnR

BnR: Muitos dos ataques do Estoril, na primeira parte, entraram pelo lado direito da defesa do Braga. Foi um dos aspetos que tentou corrigir para o segundo tempo?

Abel Ferreira: Sim, é verdade. Eu falei aqui há pouco que nós delimitámos uma linha de pressão na primeira fase dos nossos avançados. A verdade é que eles estavam a sair depois da linha de quatro médios e quatro defesas que estavam a ficar um bocadinho mais atrás e com a qualidade que os jogadores do Estoril têm, nós não estávamos a conseguir lidar muito bem com a primeira fase de construção do Estoril, porque umas vezes o Pepê baixava até ao meio dos centrais e outras vezes jogava nas costas dos nossos avançados e não conseguimos lidar muito bem com isso. Esse foi um dos ajustes que fizemos porque era a partir daí que o nosso adversário entrava e acelerava mais pelo corredor. Fizemos esses ajustes, encurtámos o bloco e aumentámos a nossa intensidade nos encurtamentos, mas mesmo assim tenho que referir que o Estoril tem grande qualidade individual, o suficiente para criar as oportunidades que criou na primeira parte e também, como já disse, se tivesse feito um ou dois golos mereceria por tudo aquilo que produziu.

 

BnR: Tenho duas perguntas para si: o Estoril, depois de uma fase bastante positiva, acabou de consumar a quarta derrota consecutiva. Consegue arranjar alguma razão para tal? Em segundo lugar, queria perguntar-lhe se a polémica em torno do nome do Estoril-Praia afectou a motivação dos jogadores de alguma forma.

Ivo Vieira: Não, eu já disse isto na flash: quando morrer, eu vou ser enterrado de pé. Vou manter a minha dignidade, o meu princípio até ao fim. Não senti que a equipa ficasse afectada nesse aspecto, nós trabalhámos de forma concentrada naquilo que era a nossa tarefa, o jogo do Braga. Montámos a estratégia, não surtiu efeito porque não conseguimos vencer, mas se isso acontecesse, também admitia aqui e dizia muito frontalmente se afectou ou deixou de afectar. Não sinto isso na equipa e são situações alheias ao que é o desempenho dos jogadores em campo. Deixo para os outros e que vão falando, que digam o que quiserem. O importante é aquilo que somos, pensamos, queremos e os nossos comportamentos e não acredito que isso afectasse e não o senti na equipa. Os jogadores trabalharam, tivemos muita posse, não conseguimos finalizar. O Braga foi mais forte, mais eficaz e nesse sentido o jogo regulou-se por aí. Estar a associar isso ao facto de os jogadores sentirem isso não é de bom tom e não foi isso que aconteceu.

Em relação à fase menos boa da equipa, é verdade que tivemos um período bom, mas isso já vai longe. Estamos a atravessar um período menos conseguido e temos que trabalhar sempre e a mensagem que eu quero passar é que temos que acreditar que é possível. Não dependemos de terceiros nem de quartos nesta fase do campeonato. Dependemos muito daquilo que conseguimos fazer e temos que acreditar que é possível, lutar por aquilo que é o nosso objectivo, empenhados e concentrados. Obviamente que percebendo que isto é uma fase menos boa, mas se não acreditarmos no nosso objectivo, no que é o nosso carácter e o nosso profissionalismo, não estaríamos aqui a fazer nada. Tivemos aqui hoje um exemplo de uma equipa que tem um resultado menos conseguido e bastante pesado; sinto um élan que não é positivo pela vitória mas é um élan em acreditar que as coisas se conseguem e vamos lutar, temos que inverter esta situação. O mais fácil é atirar a toalha ao chão e desistir; mas nós não vamos desistir, não vamos largar. Estamos aqui para nos agarrarmos àquilo que são os nossos problemas, temos que inverter a situação e lutar pela soma de pontos que temos de conseguir.

 Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Marta Reis
Marta Reishttp://www.bolanarede.pt
Serrana e Sportinguista de gema. Doente por futebol desde que se conhece e apreciadora de ténis e NBA.                                                                                                                                                 A Marta escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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