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SC Braga 1-0 Boavista FC: Seis segundos que foram a morte do artista

Alexandre Candeias · 4 min

SC Braga jogadores
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

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À 16ª jornada da Primeira Liga, uma grande oportunidade para o SC Braga de se aproximar ainda mais do líder, SL Benfica. Com dérbi à vista, o Braga procurava capitalizar contra o Boavista FC, no seu Municipal de Braga, onde os bracarenses tinham o registo de dez vitórias, um empate e três derrotas. Os axadrezados são sempre um osso duro de roer e seria necessário um Braga de gala para poder vencer um adversário que quanto mais tempo aguentasse o empate, mais complicado se tornaria. De realçar que os arsenalistas se encontravam a seis pontos de Benfica, com um ponto de avanço de FC Porto e seis de Sporting CP, rivais diretos na luta pelo título e pelos lugares de acesso à Liga dos Campeões.

Aquele Boavista mais ofensivo de posse demorou a aparecer, com os comandados de Petit a apostarem numa postura defensiva de espera, produtivos a evitar que o Braga se aproximasse da sua área. Do lado do Braga, muita parra pouca uva. Muita bola, mas uma posse inofensiva.

Se o leitor viesse ao estádio sem a noção da classificação, pensaria certamente que eram dois conjuntos com pouco em disputa, tal era a inércia de ambas as equipas.

Depois de uma primeira parte morna, mas que dava sinais de começar a aquecer, os arsenalistas tiveram uma entrada forte na segunda parte, com Vitinha a ser o homem de destaque, ao aproveitar um erro do Boavista com bola para finalizar para o 1-0. Só se tinham passado seis segundos desde o reatar da partida e melhor era impossível para a equipa da casa, que quebrava assim um Boavista bastante positivo.

Não foi de gala, mas foi suficiente. Num jogo em que nem sempre foi superior, o SC Braga venceu num duelo que foi melhorando com o tempo e que apesar de ter tido apenas duas ou três oportunidades de registo foi um jogo bem jogado. O conjunto bracarense mantém o excelente registo caseiro e está provisoriamente a três pontos do Benfica. No aproveitar do erro esteve o ganho.

A FIGURA

SC Braga
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Vitinha – Certamente que o jovem craque português não fez um jogo de encher o olho, mas a sua capacidade de pressão e de estar sempre ligado ao jogo foi decisiva. Marcou um – podia ter feito mais -, foi menos móvel do que Abel e do que costuma ser Banza, mas é uma arma quase letal em campo aberto e foi sempre perigoso.

O FORA DE JOGO

SC Braga
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Iuri Medeiros – Esteve desaparecido em combate, com um jogo muito apagado e que podia ter tido consequências mais graves. Teve pouco impacto na manobra ofensiva da sua equipa.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC BRAGA

BnR: Por muito que pareça contranatura, num jogo tão difícil, arrancar uma vitória sofrida traz mais conforto para a equipa para o resto da época, sabendo que quando é preciso sofrer também o conseguem fazer?

Artur Jorge: Não diria que dá mais tranquilidade, mas mostra outra faceta, porque na verdade como disse há pouco, tivemos felicidade no momento do golo, beneficiamos de um erro do adversário. Diria que é uma vitória conseguida com muito querer, com o saber sofrer e uma equipa que se soube defender muito bem. Uma equipa que nos últimos 15/20 minutos deu a iniciativa ao adversário, mas procurando defender bem e que me recorde o adversário tem uma oportunidade na primeira parte e na segunda nenhuma situação clara, sinal claro que defendemos bem e mérito aos nossos jogadores por aquilo que fizeram.

BOAVISTA FC

BnR: Apesar do golo sofrido logo no início da segunda parte, a equipa deu uma boa réplica, com o Petit também a mexer na equipa. Ao alterar as peças e o sistema, o que é que sentiu que essas mudanças trariam de diferente ao jogo ofensivo da equipa?

Petit: Iniciamos o jogo em 4-3-3, com três médios num triângulo porque sabíamos que o SC Braga ia jogar com dois avançados, com o Ricardo Horta e o Iuri Medeiros a fazer muito jogo interior, com os laterais a dar a profundidade. Tentamos fechar o jogo interior com esses três médios, com o Bruno Lourenço e o Mangas a acompanhar também os laterais, para que depois quando ganhássemos bola termos o Yusupha de frente para os nossos médios para depois estarem de frente para o jogo a aproveitarem o espaço. Normalmente o Braga é uma equipa que se expõe muito só com os dois centrais e o Musrati, criamos algumas situações, podíamos ter definido melhor no último terço, não conseguimos, tivemos mais algumas situações. No decorrer da segunda parte, com os mesmos jogadores nós trabalhamos os sistemas de 451, 433 ou até o 442, mas estávamos a perder, arriscamos um bocadinho, fomos mudando com a entrada do Kenji e do Salvador, jogadores de corredor e que gostam de ir no 1×1, o Salvador de cruzamento e depois nos últimos 15/20 minutos metemos o Robert à procura do cruzamento, de ter mais gente, mas não conseguimos marcar. O resultado peca porque não conseguimos concretizar e o Braga foi feliz.

Alexandre Candeias

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Tiago Campos · 4 min de leitura
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