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Cabeçalho Futebol Nacional

Chegado ao último jogo da décima jornada do campeonato português, o Braga perdeu na Madeira por uma bola a zero e deixou escapar a oportunidade que tinha de se instalar confortavelmente na tabela classificativa. Já o Marítimo sobe em força, ocupando agora o nono lugar. Do lado dos da casa as alterações não aparentavam ser muitas, mas com o afastamento de Dyego Souza, ao que parece por nove meses, algo teria de mudar. Do lado do Braga as mudanças foram várias, dando descanso aos habituais titulares com o intuito de promover também alguma rotatividade no plantel. Não resultou e falhou em larga medida. Uma primeira parte de avanço e um golo foi o que os madeirenses tiveram de prenda por parte dos visitantes. Ao invés da habitual garrafa de vinho… Mas como isto das ofertas tem dado que falar, é bom que os golos dados também terminem. Hoje, a minha concordância com José Peseiro não poderia ter sido maior. «Quem joga assim na primeira parte, não merece ser feliz». De facto, sem fazer nenhum remate à baliza, sem acertar um passe e oferecendo um golo ninguém no futebol deveria fazer pontos quanto mais vencer.

Começou o jogo nos Barreiros e o Marítimo mostrando que jogava em casa foi trocando a bola à sua vontade por todo o terreno. Criou algumas situações mas nada com um grau de dificuldade elevado. Já o Braga… bem, o Braga ia trocando a bola. Só. Tanto trocou, que Benítez trocou os olhos quando viu a bola tão perto. Edgar Costa não perdoou na altura de facturar. Íamos com 19 minutos e ainda não havia muito que falar a não ser um golo oferecido de bandeja. E numa primeira parte que causou algum sono e irritação, só  não causou enjoo porque o jantar ainda estava para vir. Enfim. Para alguns poderá ter sido engraçado, mas para mim não. A ausência de futebol foi notória de parte a parte e finalmente chegou o intervalo. Ainda bem, pois as ideias eram escassas.

A segunda parte teve um desenrolar completamente diferente. Os papéis inverteram-se. O Marítimo nada fez, encostando-se tanto à sua área que Gotardi não via a bola partir. Nem a rolar. Nem nada. Ficou tão frustrado que se atirou para o chão a pedir atenção. Aposto que estando deitado, a magia do jogo é outra. Apelou tantas vezes pela assistência médica, que neste momento a preparação física destes é superior a qualquer atleta de alta competição. Até dos próprios preparadores. Está visto quem anda a ganhar as corridas nos treinos. È bom sinal, pois o próximo jogo dos madeirenses é fora de portas e caso seja preciso boleia a equipa médica do Marítimo tem as cavalitas à disposição. É assim mesmo malta! Exercício só faz bem! O oceano não é nada comparado com o relvado dos Barreiros! Sem hormonas de crescimento, vitaminas, substitutos de outra natureza, hidratos ou outra coisa qualquer que não sei para que serve mas alguém deve saber e ser doutorado na matéria para poder explicar, a equipa de socorro dos da casa é um desafio contra a flacidez e o colestrol. Depois de uma reflexão tão jocosa quanto esta, recheada de brincadeira e nenhuma maldade, apareceu o momento mais espectacular do jogo. Xeca impediu que a bola saísse e resultasse em pontapé de baliza. Erdem Sen fez a dobra. Foi isto. Como é que aconteceu? Não sei. Mas o azar também aparenta ter alguma responsabilidade. Era só acreditar que ias marcar e um ponto o Braga tinha levado na viagem de volta. É injusto culpar-te pelo resultado pois o colega que ao teu lado hoje jogou não parece ser o teu concorrente. Às vezes nem da mesma equipa. Parece sim que está perdido… Um cantil, uma bússola e um mapa, era o que Mauro deveria receber no final do jogo. Para poder voltar claro. Senão olha, apanhas uma boleia da equipa médica do Marítimo!

Apesar desta perdida escandalosa de Xeca, o Braga já havia criado mais algumas situações de perigo por parte essencialmente de Wilson Eduardo, que entrou para agitar o jogo. Correu bem no papel, mas o resultado manteve- se até final. Um zero venceu o Marítimo. Festa e oxigénio para os da casa , tristeza pelo jogo fraco e pontos a voar para o Braga.

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