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SC Braga 1-1 FC Porto: E o Título a “Pedreira” Levou?

Francisco Sampaio · 5 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Noite de primavera no Estádio Municipal de Braga num jogo importante para ambas as equipas intervenientes. O FC Porto tinha a missão de não permitir que o SL Benfica descolasse na liderança da Liga NOS e, do lado do SC Braga, este era o momento de procurar manter a boa sequência de seis jogos sem perder e de garantir a manutenção no quarto lugar da tabela classificativa. Num estádio composto por uma boa moldura humana (21106 espetadores) o ambiente era de festa e tudo fazia prometer uma grande noite de futebol.

Porém, foi logo aos seis minutos de jogo que Pedro Santos, respondendo de cabeça a um cruzamento da direita de Cartabia, colocou o estádio em polvorosa. A festa era dos “Guerreiros do Minho”, com os “Super Dragões” silenciados pela melhor entrada em campo dos braguistas. A partir daí o jogo tornou-se mais dividido, mas também mais faltoso, num espetáculo que não correspondia às expetativas previamente geradas em torno do mesmo.

Com as equipas a anularem-se mutuamente, muito por culpa do combativo trio de médios da equipa minhota, o jogo ia decorrendo predominantemente a meio-campo com os lances de perigo a surgirem, sobretudo, a partir de lances de bola parada. A oportunidade de golo mais clara da primeira parte pertenceu mesmo ao SC Braga, com um cabeceamento perigoso de Vukcevic após livre batido na esquerda por Pedro Santos, com a bola a morrer nas malhas laterais da baliza à guarda de Iker Casillas. Porém, foi imediatamente antes do intervalo que o FC Porto esteve prestes a colocar-se numa situação ainda mais delicada na partida, com um penálti favorável ao SC Braga; Pedro Santos partiu para a bola mas esta acabou por esbarrar no poste direito da baliza do FC Porto, mantendo a partida em aberto para a segunda parte.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

No regresso do intervalo, apesar de não existirem alterações em qualquer das equipas, o jogo transfigurou-se significativamente, com o FC Porto a ter mais bola, a conseguir superiorizar-se ao SC Braga na luta do meio campo e, consequentemente, a criar diversas situações de perigo para a baliza à guarda de Matheus. E foi logo aos 57 minutos de jogo que Brahimi, isolado frente ao guarda-redes braguista, não conseguiu de cabeça dar seguimento com sucesso à jogada iniciada por Corona, que havia entrado para ocupar o lugar de Óliver Torres apenas três minutos antes. Os “Super Dragões” entusiasmavam-se nas bancadas e o jogo, pese embora muito partido taticamente, começava a empolgar os adeptos.

Logo de seguida, aos 61 minutos de jogo, Alex Telles marcou um canto da direita e Tiquinho Soares, de cabeça, repôs a igualdade no marcador. O SC Braga começava a ser empurrado pelo FC Porto para a sua área e as oportunidades de golo, pese embora raramente flagrantes, iam-se sucedendo.

Já a jogar num 4x4x2 com os médios alas bem adiantados no terreno de jogo e com dois pontas de lança fixos na frente, foi do trinco da equipa azul e branca que acabariam por surgir, até ao final do encontro, as duas melhores ocasiões de golo. Aos 78 minutos Corona cruzou a partir da direita e Danilo, de cabeça, permitiu a Matheus uma grande defesa para canto. Sete minutos depois, aos 85, totalmente isolado e já junto à pequena área, Danilo falhou escandalosamente aquele que poderia ter sido o golo que selaria a vitória do FC Porto.

Até ao final do jogo é apenas digna de registo a expulsão de Brahimi, já no banco de suplentes, por protestos após Hugo Miguel ter considerado que Soares simulou um penálti, tendo-o consequentemente admoestado com cartão amarelo. Ponto final num encontro de futebol intenso mas nem sempre bem jogado e cujo resultado não foi favorável a qualquer das equipas: o SC Braga viu o quarto lugar perdido para o Vitória SC e o FC Porto, com este empate, tornou mais difícil a missão de vir a ser campeão nacional, deixando o SL Benfica com três pontos de vantagem no topo da tabela classificativa.

 

Foto de Capa: Bola na Rede

A FIGURA:

Fonte: Facebook Oficial de Yacine Brahimi
Fonte: Facebook Oficial de Yacine Brahimi

Yacine Brahimi – O extremo argelino foi sempre o mais inconformado dos jogadores do FC Porto. Numa noite de desinspiração ofensiva da equipa azul e branca, foi sempre Brahimi quem procurou conduzir a bola, deixar adversários para trás e criar desequilíbrios que permitissem a criação de oportunidades de golo. Não foi a sua melhor noite, até porque esteve sempre muito (e bem) marcado e com poucos apoios próximos de si, mas é pouco compreensível a opção de Nuno Espírito Santo de, aos 85 minutos, retirar do jogo aquele que estava a ser, até àquele momento, o seu principal protagonista.

Foto de Capa: Bola na Rede

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Confrontos nas Bancadas – Após o golo do FC Porto criou-se um ambiente de tensão e instabilidade nas bancadas do Estádio Municipal de Braga, com os adeptos da equipa azul e branca a arremessarem cadeiras para a zona onde se encontravam os adeptos do SC Braga. Não se verificaram consequências de maior para além de uma cadeira que chegou mesmo a entrar no terreno de jogo, mas é sempre lamentável quando as claques são mais do que aquilo que se espera que estas representem num jogo de futebol: a cor e a animação do mesmo. 

Foto de Capa: Bola na Rede

CONFERÊNCIA BnR

 

FC Porto

O assessor de imprensa do FC Porto optou por não permitir questões para além daquelas colocadas pelo Porto Canal e pelos canais que se encontravam a realizar transmissões televisivas em direto.

 

SC Braga

BnR: A opção por um meio campo conservador, composto por Gamboa, Battaglia e Vukcevic, acabou por “secar” o meio campo do FC Porto durante a primeira parte e, em particular, Óliver Torres. Foi com esse objetivo que o Jorge Simão elegeu o trio de meio campo para o jogo de hoje?

Jorge Simão: Não, não teve a ver. A constituição desse trio de meio campo, igual ao apresentado na última jornada, tem a ver com as dinâmicas da equipa, com aquilo que nós vamos vendo e com as respostas que os jogadores vão dando, com a confiança e com o contributo que vêm dando à equipa. Agora, como é óbvio, aquilo que acontece dentro do campo tem muito mais a ver com as missões táticas, com o rigor no cumprimento das missões táticas de cada um dos jogadores. Portanto, analisando mais friamente poderia dizer que apesar de jogarmos com esses três jogadores, há situações no meio campo em que aquilo não é um trio; é uma dupla. Portanto, tem muito mais a ver com funções táticas, com missões, com o cumprimento com rigor das missões táticas que cada um dos jogadores tem em campo, independentemente do adversário. 

Foto de Capa: Bola na Rede

 

 

 

 

Francisco Sampaio

Redação Bola na Rede · ver artigos