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Na 12ª jornada da Liga Portuguesa , o derby do Minho terminou empatado a zero. Num encontro muito dividido, com oportunidades de golo para ambos os lados, principalmente durante a primeira metade, o empate ajusta-se aos acontecimentos e faz com que ambas as equipas percam lugares na classificação, em relação à posição que ocupavam no início da ronda. O Vitória caiu para o terceiro lugar, ultrapassado pelo FC Porto; já o Braga desceu para o quinto posto, vendo o Sporting passar à sua frente.

Na Pedreira, a única alteração em relação aos onzes da jornada anterior foi a entrada de Álvez no lugar de Tomané, na equipa vitoriana. Os bracarenses tinham goleado em Penafiel e os pupilos de Rui Vitória tinham derrotado, em casa, o Moreirense, sendo que, há 15 dias atrás, o Braga tinha eliminado o Vitória da Taça de Portugal, em Guimarães. Com os dados todos na mesa, o jogo começou com os homens da casa a entrarem melhor, mas os 3 remates efetuados nos primeiros 10 minutos não tiveram sucesso.

O Vitória, que nunca ganhou no novo estádio do Sporting de Braga, reagiu e teve a sua primeira grande chance para marcar aos 14 minutos quando Matheus fez uma fantástica defesa com os pés a evitar golo de Alex. No final da primeira meia hora, já com Tomané a ocupar o lugar de Álvez  (saiu lesionado), mais uma grande oportunidade para o Vitória: Hernâni, lançado por André André, rematou fora do alcance de Matheus, mas Aderlan Santos apareceu de cabeça a evitar o golo do extremo adversário. Aos 32 minutos, duas grandes oportunidades de golo, uma para cada lado. Rafa cabeceou para uma extraordinária defesa de Assis e, na resposta vimaranense, Bernard atirou do meio da rua ao poste – dois grandes momentos de futebol no Estádio AXA. Até ao intervalo, registo para mais uma lesão, desta vez na equipa da casa. Tiago Gomes deu o lugar a Pedro Santos, extremo que foi mais uma vez adaptado à posição de lateral esquerdo.

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Hernâni e Rafa: os dois maiores artistas de um jogo que terminou com um empate justo
Fonte: Página de Facebook do Vitória SC

Nulo no fim dos primeiros 45 minutos, com dois tipos de jogo diferentes: o Vitória atacou sobretudo com futebol direto a partir dos centrais, que fizeram excelentes exibições, para os flancos ofensivos ou através de investidas de Bernard. Os homens da casa tentaram um futebol mais apoiado, mas a primeira metade foi muito equilibrada. Nota-se que Alan veio trazer mais consistência ao meio campo bracarense, ao contrário de Ruben Micael, que tinha sido titular na partida de há duas semanas atrás. Nos ataques, Hernâni e Rafa eram as principais ameaças.

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Na segunda parte, tivemos apenas três remates, o que diz bem da pobreza em termos de oportunidades de golo. Rafa teve duas boas chances, mas em ambas não acertou com a baliza, aos 58 e 72 minutos. As equipas estavam perfeitamente encaixadas e, na hora de desenhar as jogadas ofensivas, os setores defensivos levaram sempre a melhor, mesmo que para isso tivessem de recorrer à falta.

Três jogadores vimaranenses viram o cartão amarelo por derrubes a Rafa: André André, Bernard e Bruno Gaspar, que já tinha visto um cartão na primeira parte, na altura também por falta sobre o “18” bracarense. O lateral emprestado pelo Benfica foi expulso por acumulação de amarelos já perto do minuto 90 e, nos descontos, Salvador Agra e Hernâni também viram sair o cartão vermelho do bolso de Carlos Xistra. Num sprint, os dois extremos travaram-se de razões e o árbitro viu uma suposta agressão do jogador da casa. Resultado da situação: vermelho direto para Salvador Agra e ainda o segundo amarelo e consequente expulsão para Hernâni. Na última jogada do encontro, Rafa teve mais uma boa ocasião mas o cabeceamento saiu para fora. Com menos três atletas em campo, terminou quentinho, o dérbi do Minho.

Em relação aos números, muito equilíbrio em todos os parâmetros, à exceção dos remates, onde os bracarenses arriscaram mais, e dos cartões, onde foram os vimaranenses os mais admoestados. O árbitro, Carlos Xistra, desempenhou um bom trabalho até ao minuto 90. Apesar de um erro ou outro durante a partida, foi nos descontos que Xistra borrou a pintura, no lance em que expulsou Salvador Agra. Hernâni é bem expulso, porque fez claramente teatro, mas o jogador bracarense não merecia ver o vermelho direto.

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Bernard esteve em plano de evidência na 1ª parte
Fonte: Página de Facebook do Vitória SC

No final da partida, Sérgio Conceição alimentou a rivalidade entre os dois clubes. “Tenho a certeza de que, no final da época, estaremos à frente do Vitória de Guimarães.” Esta frase será recordada em maio, quando se fizerem as contas finais da Liga.

Na próxima ronda, o Vitória recebe o Rio Ave com algumas ausências. Hernâni, Bruno Gaspar e André André, que viu esta noite o quinto amarelo no campeonato, estão castigados e, assim, Rui Vitória perde o seu capitão e a sua ala direita habitual frente a um adversário que jogará a meio da semana na Liga Europa. Já o Sporting de Braga irá visitar o Belenenses. A equipa orientada por Sérgio Conceição tem mais um ponto do que os “azuis” mas Lito Vidigal já deverá poder contar na próxima partida com Miguel Rosa e Deyverson, que estranhamente não alinharam na derrota deste fim de semana no Estádio da Luz.

 

A Figura

Rafa – O jovem jogador do Braga tentou o golo por cinco vezes, mas a falta de pontaria e uma estupenda defesa de Assis evitaram que fizesse o gosto ao pé. Foi o principal dinamizador do ataque bracarense e sofreu cinco faltas, arrancando quatro cartões amarelos para os jogadores contrários. É um regalo ver que ainda é elegível para a nossa seleção Sub 21.

O Fora-de-Jogo

Tomané – O avançado vimaranense teve tarefa difícil, é certo, mas esteve completamente desligado da partida, a partir do momento em que entrou a substituir o lesionado Álvez. Cruzou mal, não rematou vez nenhuma e ainda viu um amarelo por protestos. Aderlan Santos e André Pinto estiveram bem, mas Tomané podia ter trabalhado com mais eficácia.

Foto de capa: Página de Facebook do Vitória SC

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