Académica OAF 1-2 CD Cova da Piedade: Baile de máscaras

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Num jogo “rasgadinho”, o Cova da Piedade levou a melhor sobre uma Académica rejuvenescida  (João Simões veio directamente dos juniores para a ala direita da defesa da equipa principal e Diogo Ribeiro substituiu o trintao Rui Miguel), reencontrando-se com as vitórias 11 jogos depois numa partida marcada por um final… com várias máscaras.
 Apesar do jogo se disputar de manhã, pela fresca, as equipas não demonstraram ponta de sonolência e abordaram o encontro de forma “rasgada”, entregando o físico à partida (à meia hora de jogo, havia 18 faltas), o que a tornou, a espaços, desinteressante do ponto de vista do espectáculo.
A nível táctico, porém, o jogo revelou-se apetecível. O bloco compacto do Cova da Piedade ia travando as iniciativas da Briosa, que se teve de reinventar ao longo do jogo para contornar uma organização quase irrepreensível e alicerçada no bom sentido posicional dos seus atacantes (Varela, Dieguinho e Irobiso), que condicionavam, e muito, a circulação de bola dos estudantes.
Um contexto que se acentuou com o golo inaugural do Cova da Piedade, aos 57 minutos – lançado sobre a direita, Robson, isolado, não desperdiçou a primeira chance de golo dos almadenses – e que a Académica só conseguiu resolver com a entrada da dupla Leandro (Silva) e Leandro (Cardoso, o menino), a vinte minutos do final, passando a jogar mais vocacionada para o ataque.
Durante este período, a Académica forçou o perigo. Criou hipóteses para empatar, por Ernest (regressado após lesão, disparou forte, sob a quina da área, e obrigou Pedro Alves a boa intervenção) e Diogo Ribeiro (servido por Leandro Silva, cabeceou a rasar o poste), mas só aos 90 minutos viu a sua audácia ser recompensada – Leandro Silva, exemplar na cobrança de um livre em posição frontal, fez o empate.
As bancadas galvanizaram-se, os jogadores também e, no minuto a seguir, Diogo Ribeiro, num disparo fora da área, esteve perto de consumar a reviravolta.
Porém, a ponta final que parecia de sonho para a Briosa tirou a máscara, e revelou-se um autêntico pesadelo. Na sequência de um pontapé de baliza (!), a bola cai na área dos estudantes, Nuno Santos comete grande penalidade sobre Adilson. Chamado à conversão, Robson bisou e sentenciou a partida.

 

Pedro Machado

Redação BnR
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