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Académica OAF 1-2 CD Cova da Piedade: Baile de máscaras

Redação BnR · 3 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Num jogo “rasgadinho”, o Cova da Piedade levou a melhor sobre uma Académica rejuvenescida  (João Simões veio directamente dos juniores para a ala direita da defesa da equipa principal e Diogo Ribeiro substituiu o trintao Rui Miguel), reencontrando-se com as vitórias 11 jogos depois numa partida marcada por um final… com várias máscaras.
 Apesar do jogo se disputar de manhã, pela fresca, as equipas não demonstraram ponta de sonolência e abordaram o encontro de forma “rasgada”, entregando o físico à partida (à meia hora de jogo, havia 18 faltas), o que a tornou, a espaços, desinteressante do ponto de vista do espectáculo.
A nível táctico, porém, o jogo revelou-se apetecível. O bloco compacto do Cova da Piedade ia travando as iniciativas da Briosa, que se teve de reinventar ao longo do jogo para contornar uma organização quase irrepreensível e alicerçada no bom sentido posicional dos seus atacantes (Varela, Dieguinho e Irobiso), que condicionavam, e muito, a circulação de bola dos estudantes.
Um contexto que se acentuou com o golo inaugural do Cova da Piedade, aos 57 minutos – lançado sobre a direita, Robson, isolado, não desperdiçou a primeira chance de golo dos almadenses – e que a Académica só conseguiu resolver com a entrada da dupla Leandro (Silva) e Leandro (Cardoso, o menino), a vinte minutos do final, passando a jogar mais vocacionada para o ataque.
Durante este período, a Académica forçou o perigo. Criou hipóteses para empatar, por Ernest (regressado após lesão, disparou forte, sob a quina da área, e obrigou Pedro Alves a boa intervenção) e Diogo Ribeiro (servido por Leandro Silva, cabeceou a rasar o poste), mas só aos 90 minutos viu a sua audácia ser recompensada – Leandro Silva, exemplar na cobrança de um livre em posição frontal, fez o empate.
As bancadas galvanizaram-se, os jogadores também e, no minuto a seguir, Diogo Ribeiro, num disparo fora da área, esteve perto de consumar a reviravolta.
Porém, a ponta final que parecia de sonho para a Briosa tirou a máscara, e revelou-se um autêntico pesadelo. Na sequência de um pontapé de baliza (!), a bola cai na área dos estudantes, Nuno Santos comete grande penalidade sobre Adilson. Chamado à conversão, Robson bisou e sentenciou a partida.

 

Pedro Machado

FIGURA

Dieguinho – num jogo muito disputado a meio-campo e muito físico, o médio ofensivo foi dando pequenas “pitadas” de criatividade ao ataque da equipa. Foi também importante nas tarefas defensivas, principalmente a condicionar a saída de bola da Briosa.

Rafael Simões

FORA-DE-JOGO

Traquina – Uma manhã desinspirada do extremo da Briosa. Complicou muitos lances e nunca foi capaz de desequilibrar a boa organização defensiva do Cova da Piedade. A sua substituição não foi surpresa.

Rafael Simões

SALA DE IMPRENSA

João Barbosa, treinador do CD Cova da Piedade: 

“Fomos objetivos e acabámos por sermos felizes.

Sabendo do registo da Académica em casa, não podíamos vir para aqui disputar o jogo pelo jogo. Defensivamente tivemos um comportamento inexcedível.

Chegámos à vantagem numa transição e depois continuamos a defender bem e organizados.

No fim, tivemos a sorte do jogo que nos tem faltado e tivemos a felicidade de ganhar o jogo.

 O grande objetivo era reverter um ciclo negativo. Este jogo é importante como vitória, mas só e muito importante se conseguirmos alcançar duas vitórias seguidas para dar tranquilidade e dinâmica a equipa.”

 

Costinha, treinador da Académica OAF:

“Nós não jogamos sozinhos. São erros que não podemos cometer. Não acho que só houve Académica nos últimos 15 minutos, o adversário condicionou-nos.

O segundo golo é ridículo, mas no futebol acontece muitas vezes.

Não estou desiludido com a equipa, são uns heróis. O futebol por vezes tem situações curiosas. A Académica está a passar um período sem sorte, mas temos que ir à procura dela.

Está-nos a custar um bocadinho, se calhar até por causa da ansiedade que colocam nos jogadores.

O João é um belíssimo jogador, tem qualidade, tem vindo a ser integrado na equipa e tem-se portado bem nos treinos. Estou satisfeito com o trabalho dele.

Temos que ter profissionalismo até ao final, independentemente da posição na tabela classificativa.

O fosso para o segundo lugar pode aliviar a pressão aos jogadores.

Mas o Aves começou a perder pontos, começou a haver um burburinho sobre a equipa e os jogadores podem ter acusado a pressão.”

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