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FC Arouca 0-1 Vitória SC B: Banho de água gelada atrasa candidato

João Brandão · 4 min

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A tarde já estava fria, mas João Correia encarregou-se de a gelar. Um golo no último lance decidiu um jogo nem sempre bem jogado, com superioridade minhota principalmente na segunda parte.

O Arouca entrava em campo de olhos na subida, podendo isolar-se no segundo posto em caso de vitória. Já os vimaranenses queriam dar seguimento a uma enorme segunda volta e escalar mais umas posições na tabela.

O jogo começou com a equipa da casa mais atrevida e podia ter inaugurado o marcador numa dupla-oportunidade de Roberto: primeiro foi Sakho que lhe tirou o pão da boca quando se preparava para encostar ao segundo poste e, no seguimento da jogada, rematou de bicicleta (qual Ronaldo qual quê) com a bola a embater no poste.

Depois dos primeiros dez minutos – que foram o melhor período dos comandados de Miguel Leal no jogo -, começou o festival de golos desperdiçados de Estupiñan: aos 11’, na cara de Bracali, atirou por cima e aos 28’, numa desatenção dos arouquenses, atirou novamente por alto. Roberto não lhe queria ficar atrás e continuava a desperdiçar, num cabeceamento à figura. Até ao intervalo, nota para um remate de Deyvison para as nuvens quando estava em boa posição e para uma jogada acutilante de Bruno Alves, que foi travada pelo guardião contrário.

Ao intervalo, o equilíbrio era nota dominante, com um Arouca ligeiramente mais perigoso.

Festa vitoriana pelo golo no último lance

No entanto, o Arouca quase não se viu na segunda parte, tendo os comandados de Vítor Campelos dominado e gerido os tempos de jogo a seu bel-prazer. Estupiñan continuava a desperdiçar oportunidades, destacando-se a mais clamorosa de todas: rouba a bola a um defesa arouquense, corre meio campo isolado e no cara-a-cara com Bracali permite a defesa ao brasileiro.

As oportunidades vitorianas sucediam-se e na sequência de um canto, Dênis rematou para grande estirada de Bracali. Aos 65’, foi a vez de Artur Abreu rematar, com a bola a embater no poste esquerdo da baliza arouquense. Mais perto do final, foi novamente Dênis, desta vez de cabeça, a ficar perto do golo.

Com o cronómetro a aproximar-se dos noventa minutos, o Arouca ia despejando bolas na frente sempre com mais coração do que cabeça. Foi aproveitando esse balanceamento ofensivo que os “bês” vitorianos chegaram ao golo: João Correia é lançado em velocidade, Bracali sai da área procurando cortar a bola, mas o avançado chegou primeiro e colocou-a por cima do guardião, entrando na baliza deserta para gáudio dos vitorianos. Não se jogou nem mais um segundo, já que Helder Malheiro soou o apito final ainda com todo o banco vimaranense em campo, a festejar o tento.

Pode considerar-se uma vitória justa da equipa mais madura em campo. A segunda parte dos arouquenses foi muito frouxa, com a ansiedade e a pressão de vencer para não comprometer a luta pela subida a não permitir jogar tranquilamente o seu futebol. Já o Vitória, com muitos elementos que já atuaram na equipa A, teve maioritariamente o controlo das operações, demonstrando-se muito calma e madura, sendo a equipa em melhor fase nesta Segunda Liga.

A FIGURA:

Fonte: Vitória SC

João Correia: Como conseguir sair do banco aos 89 minutos e tornar-se na figura do jogo? Marcando o golo da vitória (para lá dos descontos), com um chapéu a meio do meio-campo. Foi isto que João Correia conseguiu fazer, acreditando no erro dos defesas arouquenses e aproveitando uma saída destemperada de Bracali, para enorme festa dos vimaranenses.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Liga Portugal

Oscar Estupiñan: Uma mão cheia de oportunidades claras não foram suficientes para o colombiano marcar. Veio rotulado de craque, com o seu lugar reservado na equipa A, mas tem sido na equipa B que tem jogado mais. Tem muito a melhorar, sobretudo no campo da eficácia.

CONFERÊNCIA BnR:

FC Arouca

 BnR: Sente que o FC Arouca foi traído pela pressão de jogar para ganhar e que a sua equipa, por estar confortável na tabela, beneficiou de não ter essa pressão?”

Vitor Campelos: Os jogadores sabem que a pressão existe, se querem jogar na equipa A têm que saber jogar sob pressão. Jogamos o nosso futebol, estávamos confortáveis. Tivemos uma fase menos boa, mas fomos acreditando no processo e agora os resultados estão a aparecer fruto do muito trabalho que fizemos e que está por trás”

Outras Respostas:

“Contava com a vitória porque estivemos sempre mais perto de marcar”

“Defrontamos uma das melhores equipas do campeonato”

“Quem viu o jogo viu um bom jogo da nossa parte, mesmo com o estado do terreno”

“Somos umas das equipas B’s que mais gostam de jogar”

“Creio que fomos mais do que uns justos vencedores”

FC Arouca

BnR: Pergunto-lhe se a equipa sentiu falta do Areias no jogo de hoje, principalmente na parte final para o habitual jogo direto e se a entrada do Vargas tem a ver com isso mesmo.

Miguel Leal: Todos os jogadores são importantes. Sentimos a falta dos jogadores de ataque, faltava frescura física. Daí a entrada do Vargas para podermos colocar o Barnes no apoio ao ponta-de-lança.

Outras Respostas:

“Não contava com o golo, foi uma desatenção nossa”

“Foi um jogo muito esforçado, os meus atletas fizeram o que podiam, porque nesta fase há muito cansaço”

“Entramos bem na primeira parte, a segunda parte foi sofrida”

“Tinha dito que qualquer ponto é bom, infelizmente hoje não conseguimos nenhum”

João Brandão

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