Três centrais: uma alternativa?

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O futebol pode ter diversos sistemas táticos e várias dinâmicas dentro dos mesmos. No Sporting, Jorge Jesus tem optado sempre pela mesmo sistema, mas com algumas nuances táticas, em virtude dos jogadores que estão disponíveis. Porém, de uma coisa Jesus raramente tem abdicado: a linha de quatro no setor defensivo.

Uma das raras vezes em que Jesus alterou essa regra foi no dia dois de novembro, na deslocação a Dortmund para a Liga dos Campeões. Os leões perderam por 1-0, devido a um golo apontado por Adrián Ramos, avançado colombiano que, entretanto, já deixou o clube alemão. Nesse encontro, Jesus surpreendeu, colocando um trio composto por Paulo Oliveira, Sebastián Coates e Ruben Semedo à frente de Rui Patrício. Os laterais Schelotto e Zeegelaar ocuparam as alas direita e esquerda, respetivamente. Sem Adrien Silva, que estava a recuperar de lesão e apenas entrou na segunda parte, foram William Carvalho e Bruno César a ocupar o meio campo, com Gelson Martins e Bryan Ruiz a serem “falsos extremos”, no apoio ao ponta de lança, que foi Castaignos.

Com esta disposição em campo, a equipa leonina surpreendeu, dando uma boa resposta num dos campos mais difíceis da Europa, em Dortmund. Melhor na segunda parte, depois da entrada de Bas Dost para o lugar do seu compatriota Castaignos, os leões tiveram oportunidades para marcar mais do que um golo na Alemanha e perderam o jogo por manifesta ineficácia. O que eu pretendo tirar desse jogo é o bom desempenho dos jogadores, alinhando num sistema totalmente diferente do que é normalmente apresentado em competição. Assim sendo, a minha questão é: será que este desenho tático não poderia ser mais vezes utilizado, tanto como alternativa durante as partidas ou logo a partir do início dos encontros?

Diogo Janeiro Oliveira
Diogo Janeiro Oliveira
Apaixonado por futebol, antes dos livros da escola primária já lia jornais desportivos. Seja nas tardes intermináveis a jogar, nas horas passadas no FIFA ou a ver jogos, o futebol está sempre presente. Snooker, futsal e andebol são outras paixões. Em Portugal torce pelo Sporting; lá fora é o Barcelona que lhe enche as medidas. Também sonha ver o Farense de volta à primeira…                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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