Anterior1 de 4Próximo

As boas línguas – e as más também – prodigalizaram a missiva de o CF Os Belenenses elencar o lote dos clubes, não só mais cotados como mais experientes, que povoam o futebol português, exibindo as suas pérolas pelos relvados de norte a sul. Matateu – talvez – seja a forma mais cândida e o cume de tal afirmação: referência autêntica do ataque azul e branco, sinónimo assertivo de golo e ícone do futebol nacional da década de 50. Contudo, o remar da embarcação portadora da Cruz de Cristo afrouxou, a pouco e pouco, a velocidade e o ritmo em direção à ribalta. E dividiu-se em metades assimétricas e incapazes de se lançarem ao mar sob a ação dos mesmos ventos.

O Belenenses SAD manteve o seu posto na liga principal, enquanto que o CF Os Belenenses perfurou o epicentro terrestre e atracou nas distritais. O logótipo sofreu alterações, a parte da massa adepta mais significativa sumiu e – na opinião de alguns – a essência escoou Tejo abaixo. O aparato é recente, mas, investido de uma autoridade (à qual não conheço poder executivo), considero-me capaz de reparar decisões e opinar sobre aptidão para as contratações efetuadas. O plantel não faz sonhar nem alimenta as quimeras dos adeptos, o futebol é trôpego e não se diferencia em posse, velocidade ou veia goleadora e, neste momento, o pé entra em estado de dormência em embates diante dos grandes do nosso futebol.

Ainda assim, destaco a presença de três jogadores que – no meu entender – constituem peças-chave na procura de algo mais que não se cinja à metade superior da tabela classificativa.

Anterior1 de 4Próximo

Comentários