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Várias glorias do futebol têm falecido nos últimos tempos, algo que os jornais desportivos costumam dar o respectivo ênfase. É normal e compreensível, meritório até.

No entanto, e tratando-se de futebol, como é costume isto traz sempre associado uma doença patológica que revela sintomas como egoísmo, raiva e desrespeito.

Há quem apelide de “clubismo”, o que considero simplesmente uma definição redutora de má formação pessoal de algumas pessoas.

Porque para mim, “clubismo” é amar o seu clube e defendê-lo contra tudo e todos. Clubismo é considerar que só existe um clube – o seu – e que os outros são meros acessórios. Não acho que isso seja mau, porque em determinados momentos todos nós que adoramos o nosso clube teremos momentos desses… muitos momentos desses até.

Galaz Pimenta
Uma das últimas vitímas desta falta de carácter foi Galaz Pereira, antigo defesa do Sporting
Fonte: Sporting Canal
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Há então os que sofrem de “clubismo”, os que não sofrem com futebol (poucos), e os outros tais que só são mal formados. Não estou a falar de mal formação física, é mesmo de carácter.

Quero então chegar ao momento em que “pessoas” (vamos considerá-los isso apenas e somente por mero comodismo) ao lerem que alguém desapareceu, alguém reconhecido como sendo sportinguista, fazem comentários do tipo: “quem era o animal?”, “olha, menos um que vai passar a vida a perder campeonatos”, ou até a que mais me tocou o coração: “Só morreu um? Deviam ter morrido todos”.

A este último comentário, e ao seu autor, espero sinceramente que em alguma realidade paralela isso se torne realidade e que um dos seus antecessores seja efectivamente Sportinguista. Talvez porque assim também se tivesse perdido algumas “pérolas” como estas.

O meu problema, no entanto, nem é ver adeptos de outros clubes a ter este tipo de reacção (até porque cada espécie terá lá os seus hábitos/costumes, e há valores que vivem e morrem com cada um), é ver supostos sportinguistas adoptarem o mesmo modus operandi (agora sou eu e o meu “clubismo”).

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Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o Sporting Clube de Portugal.                                                                                                                                                 O Nuno não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.