Anterior1 de 2Próximo

sporting cp cabeçalho 2

Há uns dias atrás vi, num desses jornais desportivos que por aí há, uma opinião de Soares Franco sobre o treinador do Sporting que tinha o seguinte titulo: Falta sorte a Jorge Jesus. E se esse for o problema, alguém ficará a ganhar com isso, uma vez que o azar de uns é a sorte de outros, ou vice-versa. Mas esta questão da sorte tem muito que se lhe diga. Será sorte, competência, ajuda divina, ou a junção de todas elas?

Quando vemos alguns adeptos mais fervorosos a pagar promessas para que o seu clube ganhe (muitos o farão na visita do Papa a Fátima, apesar de neste caso o divino já não ter muito trabalho a fazer), o que acham que faria Deus?  Se for justo deixaria que as coisas se resolvam por si, mas se por acaso tivesse alguma forma criteriosa sobre quem deveria beneficiar não seria pelo facto de alguém pedir ou prometer mais, porque tenho a certeza que recebe pedidos dos dois lados. Efectivamente a sorte, no futebol como na vida, foi entregue às mãos dos homens, o que confere a este fenómeno muito pouca justiça quanto ao mérito. Se Deus se intrometesse nestas matérias, com certeza haveria mais partilha e justiça quanto às conquistas.

A verdade é que Jorge Jesus já teve a “sorte” do seu lado antes de chegar ao Sporting, só a tendo perdido desde que chegou ao nosso clube. O que me leva a pensar no que poderá ter feito o treinador de tão grave para que os astros se virassem contra ele (Ou alguns “astros” do clube se sentem cansados dele). Ou será que o problema está no clube e na falta de “sorte” que sempre teve? Inclino-me mais para a que um clube e outro possam ter.

Quando dois clubes lutam pelo mesmo objectivo aplica-se a máxima de que a sorte de um é o azar dos outros. Infelizmente para nós a “sorte” recai sempre para o mesmo lado, e nunca é para o nosso. Diz-se também que tem que se trabalhar para merecer a “sorte”, e bem sabemos como se costuma trabalhar para tê-la no futebol português. É um pouco como as reuniões que os apostadores das corridas que aconteciam no Circo Maximus, na Roma antiga, faziam para adoração ao Deus Mitra (já perceberam de onde vem a expressão?). Devo dizer que aí fazia-se muita coisa menos adoração.

Anterior1 de 2Próximo

Comentários