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Numa altura em que se fala cada vez mais de “politiquices” e de “senhores doutores” que julgam representar os mais de três milhões de sportinguistas pelo mundo, é fundamental definir quem é a verdadeira voz da turma de Alvalade. Ora, a #UniãoDeAço já se tornou um mote para esta época e em muito se pode agradecer à mítica Curva Sul.

Ano de 1976. O clube mais pioneiro do nosso país, o Sporting Clube de Portugal (claro está), demonstrava mais uma prova disso mesmo: desta feita, as claques. A Juventude Leonina dava os seus primeiros passos enquanto grupo de apoio organizado em Portugal. Fundada pelos filhos do “eterno presidente João Rocha”, João e Gonçalo Rocha, foi através da “Juve Leo” que o conceito das claques chegou a Portugal.

“Invadindo” desde logo a bancada Sul do velhinho estádio de Alvalade, o grupo rapidamente se tornou conhecido no país e na Europa. Sob o lema “Um dia Juve Leo, Juve Leo até morrer” e dos mais do que conhecidos “Ultras”, a claque sempre se assumiu como a principal fonte de apoio ao clube leonino.

Correndo o mundo atrás do seu amor (o Sporting), os membros da Juventude Leonina nunca hesitaram em assumir-se como tal. Presidida por Fernando Mendes, liderada por Nuno Mendes (Mustafá) e por Daniel Samico, a Juve Leo é, atualmente, muito mais do que uma mera claque: é já vista como uma empresa que serve os adeptos leoninos, como um elo de ligação ao clube, mas, acima de tudo, como uma forma de apoio àquele que é o grande amor de todos os sportinguistas – o Sporting Clube de Portugal.

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Contudo, se o (injusto) preconceito dos “maluquinhos e delinquentes das claques” existe na Curva Sul, em muito se pode agradecer à Juve Leo. Assumindo o claro fanatismo pelo clube e pela claque, os simpatizantes da mesma compõem a ala mais radical dos adeptos leoninos. Conhecida por isso mesmo, pela radicalidade, a formo como apoia o clube nem sempre é a mais “simpática”. Infelizmente, as raras (!) cenas de pancadaria e as constantes mensagens de ódio são uma realidade no seio da mais antiga claque portuguesa.

Todavia, fazendo um balanço geral da claque e da sua história, facilmente afirmamos que a Juve Leo trouxe muita “coisa” positiva ao futebol português e aos seus adeptos.  Tendo sido a pioneira em Portugal, foi também utilizada como modelo de cópia para a grande maioria dos clubes em Portugal – inclusive os históricos rivais, o Sport Lisboa e Benfica com os Diabos Vermelhos (1982) e o Futebol Clube do Porto com os Dragões Azuis em 1984. A nomenclatura “Juventude” ou até mesmo o diminutivo “Juve” foram utilizados por muitas das novas claques em Portugal: por exemplo, a Juventude Bracarense – claque do Sporting Clube de Braga.

Fonte: Juventude Leonina 1976 - JUVE LEO
Fonte: Juventude Leonina 1976 – JUVE LEO