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Alvalade, uma arena de Leões

Ricardo Vaz · 3 min

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Ao longo da história do Sporting Clube de Portugal, os grupos organizados de adeptos dos leões sempre foram uma mais-valia para a sua equipa, mostrando o seu amor ao clube, tanto nos jogos em casa como nas deslocações, tanto a nível de competições nacionais como internacionais.

O mais recente Estádio José de Alvalade foi inaugurado dia seis de agosto de 2003, num jogo que opôs o Sporting Clube de Portugal ao clube inglês Manchester United, numa vitória leonina por 3-1. Este estádio tem capacidade para 50095 lugares, tendo sido num jogo a contar para a fase de grupos da Liga dos Campeões contra o colosso espanhol Real Madrid (derrota dos leões por 2-1), dia 22 de novembro de 2016, que se estabeleceu o recorde de assistência (50046 adeptos).

Os leões contam com quatro grupos organizados de adeptos, devidamente legalizados junto do Conselho Nacional do Desporto (CND).

  • Juventude Leonina (Juve Leo), criada em 1976 e tem como lema “Dos fracos não reza a história. Um dia Juve Leo, Juve Leo até morrer”. A “claque” mais antiga dos leões.
  • Torcida Verde, desde 1984 tem como lema “Na vanguarda de um ideal, Sporting 1906”.
  • Directivo Ultras XXI, através do lema “Coerência! Honra! Fidelidade! Eis a nossa mentalidade!”, apoiam os leões desde 2002.
  • Brigada Ultras Sporting, a última “claque” de apoio aos leões a ser formada, em 2004.

Todos estes grupos assinaram um protocolo com o clube, onde estão enquadrados como grupos organizados de adeptos e onde estão bem discriminados os direitos e deveres de todas as partes.

Depois de várias tentativas no passado, todas elas sem sucesso, e já com Bruno de Carvalho como responsável máximo do Sporting Clube de Portugal, foi possível chegar a entendimento com todos os grupos organizados de adeptos afetos ao clube de Alvalade para que se unissem em prol do clube, regressando assim a “Curva Sul”, onde todos estes grupos se posicionam no topo sul do estádio no apoio à nossa equipa…e que apoio.

Estes são alguns dos protagonistas de um apoio incondicional
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Uma medida que, a meu ver, foi bastante importante para o clube, incentivando também a presença de mais adeptos no estádio como mostra a média de assistência em Alvalade na época 2016/2017 (85% de ocupação do estádio). Eu próprio criei um ritual, ou melhor, segui o ritual de muitos sportinguistas em “dias de Sporting”: chegar pelo menos uma hora antes do início do jogo para comer a tradicional bifana acompanhada da magnífica imperial, permanecer dentro do “José de Alvalade” desde o aquecimento até à ovação final dos adeptos e jogadores. O resultado final garantido é ficar “afónico”.

Em dias de jogos, o estádio torna-se numa verdadeira arena de leões – só se vê verde e branco, só se ouvem os originais cânticos dos leões – uma clara vantagem para a equipa e um ambiente extremamente hostil para os adversários. O topo sul cativa e entusiasma todos os outros adeptos leoninos presentes nas restantes bancadas de Alvalade a colaborarem nas suas iniciativas (cânticos, coreografias), de realçar todo o envolvimento destes grupos, quer na preparação através da criação de coreografias/cânticos originais, quer no decorrer dos jogos.

Em 2016, os adeptos leoninos foram considerados os melhores adeptos da Europa, através de uma sondagem promovida pela Eurosport. Esta votação veio apenas confirmar aquilo que todos os sportinguistas já sabiam.

Uma bancada repleta de leões
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Por vezes, a equipa ou algum jogador especificamente tem momentos menos bons no decorrer da temporada, e é muito fácil para os adeptos mostrarem esse descontentamento através dos tradicionais “assobios e lenços brancos”. No entanto, é nestes momentos que o nosso décimo segundo jogador deve mostrar o seu real e reconhecido valor, em todos os momentos (bons e maus) que a equipa atravessa. “Quando perdemos, perdemos todos, quando ganhamos, ganhamos todos.”

Os adeptos nas bancadas, equipa técnica no banco de suplentes e os jogadores no relvado, ambos a mostrarem esforço, dedicação e devoção, para que seja possível alcançar a tão desejada glória.

No momento de entrada da equipa no relvado, é ritual elevar os cachecóis e cantar “O mundo sabe que…”, momento arrepiante (seja inverno ou verão).

“O Mundo sabe que / Pelo teu amor eu sou doente / Farei o meu melhor / Para te ver / Sempre na frente / Irei onde o coração me levar / E sem receio / Farei o que puder / Pelo meu Spoooorting.”

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Ricardo Vaz

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