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Noite fresca em Arouca para receber o comandante da Liga. Sem surpresa o Sporting puxou dos galões e assumiu a iniciativa do jogo, e o Arouca remeteu-se à expectativa. Apesar de mandar no jogo, o Sporting não foi muito assertivo nas suas acções. Procurando a progressão com base numa teia de apoios, revelou muito pouco acerto inicial nas tabelas e assistências, especialmente por intervenções deficientes de Teo e, especialmente, de Slimani, e Ruíz estava muito lento a decidir, perdendo-se a sequência das jogadas.

Do outro lado assistia-se à defesa subida do Arouca, com Nuno Coelho a juntar-se ao quarteto defensivo, preocupado com Teo. Apesar do muito espaço que ficava nas costas, Slimani – ao invés de explorar a profundidade – era visto frequentemente ao lado dos Nunos do Arouca (Coelho e Valente).

Nas iniciativas atacantes o Arouca contava com uma ala esquerda particularmente activa, onde um Roberto particularmente acutilante dava muita profundidade e largura, contando com o apoio de Lucas Lima, a que se juntava Zequinha, infernizando a vida a João Pereira. De forma atípica, vimos muitas vezes o Sporting privilegiar o jogo directo, prescindindo de William, que, ao contrário do habitual, descia poucas vezes para entre os centrais.

Apesar da superioridade esperada, os lances de perigo real ou de golo iminente foram praticamente inexistentes, não por falta de jogadas com potencial mas sobretudo pela falta de acerto no último passe ou no remate. Fica o exemplo, entre outros, do remate deficiente de Teo, após Ruíz ter descoberto João Pereira e o centro deste ter colocado o colombiano em excelente posição para fazer muito melhor do que “aliviar” a bola pela linha do fundo.

Slimani voltou a ser decisivo no Sporting CP Fonte: Sporting Clube de Portugal
Slimani voltou a ser decisivo no Sporting CP
Fonte: Sporting Clube de Portugal
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Na segunda parte os técnicos começam a intervir na partida de forma forçada ou involuntária (como foi o caso da saída de Jefferson por Esgaio), sem que isso alterasse significativamente o cariz da partida. À medida que o tempo decorria o Arouca ia confiando cada vez mais, chegando mesmo a criar um lance de golo iminente. Do lado Sporting instalava-se alguma sofreguidão, com Slimani a revelar total ineficácia, quando lhe bastava ter encostado em frente à baliza. Com o cartão vermelho a Naldo, após um lance caricato entre o defesa leonino e o técnico do Arouca que também recebeu ordem de expulsão, o lance parecia estar encaminhado para a divisão de pontos, mas Slimani conseguiu aquilo que tanto procurou mas nunca lhe tinha sido permitido. Bryan Ruíz, com um excelente passe, desmarca Montero e a bola acaba por chegar ao avançado argelino, que bate inapelavelmente Bracalli e garante os três pontos para os comandados de Jorge Jesus.

A Figura:

Islam Slimani – Falha muito, compreende mal o jogo por vezes mas tem destas coisas: marca golos decisivos que valem pontos. Este domingo reeditou um feito já anteriormente conseguido neste campo.

O Fora-de-Jogo:

Lito Vidigal – Um bom treinador como ele tem de respeitar muito mais o futebol que lhe dá tudo e ser uma referência para os seus atletas.

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