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Já se sabe que “burro velho não aprende línguas”, mas o treinador leonino leva o ditado demasiado à letra. Quando Jorge Jesus veio para o Sporting não veio pelas suas qualidades linguísticas (sejam em que “língua” for), mas sim pelas suas qualidades de treinador.

“O mestre da táctica”, como se autoproclamou, tem uma necessidade quase doentia de não estar sempre tudo bem por onde ele passa. Ou são os resultados que não aparecem, ou é a autovalorização em prol do mérito à equipa, ou são escolhas “estranhas” para provar que ele é que sabe o que a equipa precisa, ou é a aposta em jogadores só porque são “fetiches” do amadorense, ou são acusações que depois não vão avante, ou são comentários desnecessários que faz.

A verdade é que o “cérebro” sente um prazer especial e precisa de picardias para estar no mundo do futebol. Precisa dos “mind games” e precisa da adrenalina que advém das constantes polémicas nas quais está inserido. A mais recente aconteceu no final do jogo com o Steaua de Bucareste para o playoff da Liga dos Campeões.

O Sporting Clube de Portugal faz uma boa exibição, Jorge Jesus elogia e valoriza a equipa, tem um discurso “coerente” e eis que mesmo no final da flash interview, larga a bomba: «…mas queria realçar aqui uma coisa que, para mim, foi muito importante ter visto neste jogo. Vi uma equipa a ser goleada 5-1 e vi os adeptos do Steaua a baterem palmas aos jogadores, a estarem com eles, a mostrarem paixão. Porque a paixão não é só quando se ganha. Isto para mim foi mais uma coisa que aprendi na minha vida».

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Que a voz dos adeptos do Sporting Clube de Portugal nunca se cale. E que a ganhar ou a perder os atletas e dirigentes dos leões dêem tudo até “morrer”. Estaremos sempre juntos, semana após semana Fonte: Sporting CP
Que a voz dos adeptos do Sporting Clube de Portugal nunca se cale. E que a ganhar ou a perder os atletas e dirigentes dos leões dêem tudo até “morrer”. Estaremos sempre juntos, semana após semana
Fonte: Sporting CP

E aqui não me posso calar. “Quem não sente não é filho de boa gente!” – Senhor Jorge Fernando Pinheiro de Jesus, sou adepto do Sporting Clube de Portugal desde 26 de Agosto de 1981 e não duvide que a minha paixão pelo clube verde-e-branco não é só quando ele ganha. E peço desculpa aos meus companheiros de paixão pela apropriação, mas creio partilhar com milhões de sportinguistas a mesma opinião que transmiti acima. Os “melhores adeptos” do mundo que convivem semana após semana em Alvalade fazem-no, não pelas constantes vitórias e conquistas, mas pelo amor que nos une ao símbolo do leão.

Não aceito que você me venha dar uma lição de paixão sobre este meu amor. O Sporting é muito mais que um jogador, um treinador ou um presidente. Infelizmente o meu clube há 15 anos não dá aos adeptos aquilo que eles já merecem ao tempo, mas continuamos lá, semana após semana. E sim, por vezes somos críticos… E porque o somos? Já viu em que jogos isso aconteceu?

Grandes jogos em que perdemos e vocês foram aplaudidos como se os tivessem ganho, agora não aceitamos que se desleixem ou que pura e simplesmente não corram. Se os “meus” jogadores passarem os 90 minutos a lutar pela vitória, pode ter a certeza que seremos milhões unidos a si. Agora se outros factores estiverem na cabeça quer dos jogadores, quer do treinador, pode ter a certeza que iremos apupar e pedir mais esforço e dedicação.

“Quando os rapazes de verde-e-branco entram em campo é p´ra ganhar… não tenham medo, joguem à bola e a camisola é p´ra suar!”

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal