A CRÓNICA: SPORTING VENCE CLARAMENTE UM QUASE INOFENSIVO BOAVISTA

O Sporting CP deslocou-se ao Estádio do Bessa para defrontar o Boavista FC. Os axadrezados não tinham para este jogo os dois centrais titulares na partida anterior, Chidozie e Devenish, enquanto os leões estavam privados de ter Pedro Gonçalves em campo, o médio que havia sido expulso na final da Taça da Liga.

Numa primeira parte sem grande intensidade e de sentido único, o Sporting chegou ao golo na primeira oportunidade clara que teve. Rami aliviou mal para Nuno Mendes, o defesa esquerdo cruzou e Nuno Santos, entre os centrais, foi mais rápido e encostou para inaugurar o marcador. Nuno Mendes que, cinco minutos depois, tentou alvejar a baliza de Léo Jardim, mas o esférico saiu ligeiramente ao lado do poste.

As oportunidades estavam guardadas para os últimos dez minutos do primeiro tempo. Do lado axadrezado, Elis foi sempre o homem em evidência, tendo quase chegado mais cedo que Adán após um mau atraso de Neto, mas o guardião verde e branco resolveu a situação. O ponta de lança hondurenho ainda viria a marcar, mas em posição irregular. Os homens de Rúben Amorim poderiam ter aumentado a vantagem em duas ocasiões: primeiro Jovane, no coração da área, atirou para um corte em cima da linha de Porozo e, aos 42′, João Mário, assistido por Sporar, tirou o defesa boavisteiro, mas, com a baliza escancarada, não conseguiu ultrapassar o guardião brasileiro das panteras.

Para a segunda parte, Jesualdo Ferreira trouxe duas caras novas, Nuno Santos e Benguché, e mudou também o sistema, passando o Boavista a jogar em 4-4-2 fechado, tentando assim ter mais aproximação da baliza leonina. A verdade é que o Sporting continuou a ter mais oportunidades no segundo tempo.

Aos 42′, após uma arrancada de Nuno Santos, Sporar, ao segundo poste, falhou de forma incrível o segundo golo leonino, já com a baliza escancarada. Aos 76′, Pedro Porro selou o jogo com um pontapé fantástico do “meio da rua”. O lateral colocou a bola no ângulo de Léo Jardim, que nada pôde fazer face ao remate potente do espanhol.

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Com 2-0 no marcador, pouca coisa poderia deixar Rúben Amorim insatisfeito. Eis que, ao minuto 80, Palhinha viu o cartão amarelo após travar Nuno Santos e fica, assim, fora  do dérbi diante do Benfica na próxima jornada.

Rami ainda criou perigo de canto para o Boavista, mas Adán respondeu com uma defesa atenta ao cabeceamento do francês. O Sporting mantém assim a vantagem de quatro pontos sobre o FC Porto, num jogo onde a vitória foi clara e, em dúvida, estava apenas o resultado final no marcador.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Laterais do Sporting CP – Quer Nuno Mendes, quer Pedro Porro estiveram em grande plano na vitória leonina no Bessa. Se o primeiro manteve o destaque ao longo da partida, o segundo selou o jogo com um pontapé fantástico.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Ataque do Boavista FC – Apesar de ter melhorado no segundo tempo, o Boavista raramente criou perigo junto da baliza de Adán, tendo os avançados axadrezados sido ultrapassados pela defesa sportinguista.

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

O Boavista demonstrou-se praticamente inofensivo no ataque. As panteras tentaram criar perigo através de bolas paradas e lançamentos longos, de forma a Elis batalhar com a defesa leonina para que a segunda bola sobrasse para os colegas, mas os centrais leoninos não deram grande chance neste aspeto. Do ponto de vista defensivo, os axadrezados apresentaram-se num 5-3-2, de forma a controlar a largura do jogo sportinguista. Se posicionalmente os homens da casa mostraram poucas falhas, faltou maior agressividade e aproximação nos duelos individuais. Na segunda parte, Jesualdo Ferreira transformou a equipa para 4-4-2 fechado, tentando ter mais volume ofensivo, mas o jogo assente na tentativa de colocar longo nos pontas de lança e tentar ganhar a segunda bola não resultou.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (5)
Cannon (6)
Jackson Porozo (6)
Rami (6)
Gomez (5)
Paulinho (5)
Javi García (5)
Mangas (6)
Sauer (5)
Elis (6)
Angel Gomes (5)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Santos (5)
Benguché (5)
Nathan (5)
Hamache (5)

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP 

O Sporting apresentou-se no seu habitual 3-4-3. No ataque leonino, quer Nuno Santos, quer Jovane baixavam para dar linhas de passe e alargar o jogo para os laterais, que apareciam projetados para colocar a bola na grande área adversária. A nível defensivo, com os três centrais, Matheus Nunes e João Mário a controlar a zona central, o Sporting não teve falhas coletivas no primeiro tempo, apenas pormenores individuais e de concentração que poderiam ter prejudicado a equipa de Rúben Amorim. Na segunda parte, mantiveram-se as triangulações nas linhas e a circulação em largura para separar a defesa do Boavista.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Antonio Adán (6)

Pedro Porro (7)

Neto (5)

Sebastián Coates (6)

Zouhair Feddal (6)

Nuno Mendes (7)

Matheus Nunes (6)

João Mário (5)

Nuno Santos (6)

Jovane Cabral (5)

Sporar (5)

SUBS UTILIZADOS

Daniel Bragança (5)
Palhinha (5)
Tiago Tomás (5)
Tabata (5)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

Bola na Rede: Hoje o Nuno Mendes foi muito interventivo no ataque leonino e o Pedro Porro marcou o golo que fechou o jogo. Gostaria de saber o que achou da exibição dos dois laterais e perguntar-lhe se são dois elementos imprescindíveis no seu modelo de jogo.

Rúben Amorim: São jogadores muito importantes. O Nuno esteve muito em jogo porque teve muito espaço, o lateral do Boavista batia muito com o Nuno Santos e ele tinha muito espaço. Ele voltou com confiança das lesões, às vezes tinha que sair dos jogos mas, depois, com o rendimento e ajuda dos colegas, com a capacidade física, a maturidade melhorou. O Porro a mesma coisa, a capacidade dele vem com os jogos. São imprescindíveis como todos os outros, são dois a ajudar ao grupo.

Boavista FC

Bola na Rede: Em primeiro, pedia-lhe uma análise ao jogo. Em segundo, acha que hoje o insucesso ofensivo da equipa passou pela falta de apoio, principalmente na primeira parte, a Elis?

Jesualdo Ferreira: Sabem o que aconteceu na semana passada em Tondela, o Boavista ficou sem centrais. Foi preciso encontrar miúdos de 18 e 19 anos para jogar contra o Sporting numa situação em que a confiança não é a maior. Sem tirar aos jogadores o espírito ofensivo permanente, o objetivo foi garantir estabilidade defensiva, era necessário. Não era justo para a equipa e para os jogadores, embora tivesse sido preparado, os expor de uma forma aberta neste jogo, ainda por cima com um Sporting pressionado pelos resultados dos rivais. A verdade é que o Sporting fez um golo por 10 cm. Não houve um critério uniforme, na minha opinião, do árbitro.  Nós fizemos, dentro do possível, um jogo honesto e sério. Ao intervalo, entraram dois jogos dentro do que vinha sendo o nosso modelo. Não me interessava defender uma derrota. Para acentuar a falta de sorte que temos tido, o Porro marcou aquele golo de bandeira. O Sporting foi fechando mais o meio, perdendo algum pendor ofensivo e fechando cá atrás, e isso para mim foi uma prova de respeito para o Boavista. Eu não estava mais para defender derrotas, não é com isso que ganhamos pontos. Era preciso, acima de tudo, não retirar do nosso trabalho a identidade ofensiva que queremos criar. Acho que os meus jogadores são merecedores de mais pontos, pelo que trabalham e pelo que mostram em campo. É isso que eles têm que nos vai levar para as vitórias, para os pontos e que nos vai levar para onde queremos.

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