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Sportinguistas Rúben Amorim

Conclusões sportinguistas depois da primeira jornada

Como tenho vindo a escrever nas últimas semanas, os sportinguistas, após o primeiro jogo, conseguiram desenhar todo o caminho desta equipa do Sporting na época desportiva que se inicia.

Os melhores adeptos do mundo, como muitas vezes gostam de se intitular, já sabem de antemão que vamos chegar a maio com os bolsos vazios de títulos. É uma das muitas qualidades de sermos os melhores. Conseguimos prever com bastante propriedade e exactidão o futuro por muito poucos que sejam os sinais.

Qualquer vislumbre e já nos passa pela frente dos olhos o futuro próximo da nossa equipa. A estes está apenas a faltar que surja na penumbra um feiticeiro chefe que os olhe bem nos olhos e exclame com um porte imperial e sábio – “O nosso destino, quem o escolhe somos nós”.

Sporting adeptos sportinguistas
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Enquanto esse mago não surge no meio desta tribo sportinguista, todos se candidatam ao cargo de ancião que verbaliza premonições deambulantes e erráticas conforme os resultados. No fundo, comportam-se como um velho louco.

Mas voltando então às conclusões, os adeptos do clube de Alvalade perceberam que o treinador está muito mais teimoso do que antes. Aliás, o que antes era qualidade técnica, táctica, comunicacional, inteligência em todos os aspectos se passou a resumir a mais pura e dura teimosia. Teima em apostar nos jogadores que ele considera melhor interpretarem o seu modelo de jogo, o único e esgotado, segundo alguns.

Teima em apostar em jogadores da formação para colmatar faltas que surjam no plantel enquanto outros podem comprar “camiões” de atletas. Aliás, eu considero que ele é ainda mais teimoso que os sportinguistas que insistem na formula já gasta e comprovadamente errada de que temos de ser “exigentes” à mínima falha (são tão exigentes como nunca o foram com eles próprios. Aliás, tentam conseguir com o futebol o sucesso que não conseguem nas suas vidas pessoais, e consequentemente, quando surge o fracasso, caem em depressão).

Os adeptos leoninos concluíram que os golos de jogadores do Sporting que não sejam marcados por Paulinho não contam. Ou seja, a equipa pode até marcar três ou quatro golos, mas no fim o pensamento será sempre – “Se o Paulinho marcasse golos…”. E se sofrermos golos o problema será sempre o Ponta de lança, porque “a melhor defesa é o ataque” (porque o ataque do Sporting é só e apenas Paulinho – pelo menos seguindo a linha argumentativa dos mesmos).

Os mesmos, depois, quando treinador tira Paulinho e coloca um tridente móvel, argumentam que nenhuma equipa com esse estilo de jogo pode ambicionar títulos, o que me deixa a pensar num Barcelona de Guardiola. (Foi sorte, com certeza.). Certo, desculpem, já sei, não somos o FC Barcelona.

Parece que os laterais são um buraco (e nem vou tocar no nome de quem vocês sabem). Por este andar, se o Porro tropeça e cai está queimado. Em menos de nada passa a ser um “mono” com olhos. Então se tiver o azar de ser culpado em algum golo que o Sporting venha a sofrer, pode arrumar as malinhas e voltar para Espanha. Vão-lhe às redes socias e não se aproveitam nem os calções rasgados com que chegou.

Do meio campo acho que não ouvi nem li alguém queixar-se, mas certamente porque não tenho a capacidade de varrer o mundo digital como tem o Palhinha de varrer o meio campo. (Será que dei ideias para se virem aqui chorar da falta dele?). Antes que se esqueçam, no ano passado Ugarte substituiu-o de forma exemplar, tendo muitos dito e escrito que o Sporting até estava melhor, se calhar os mesmos que agora dizem que sem Palhinha não dá.

Ugarte Sporting sportinguistas
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Quanto à defesa, parece que não tem patrão. Eu acho que jogou lá um tipo que ainda há bem pouco tempo era apelidado de “el patron” (patrão em espanhol, para quem precise de tradutor). Chama-se Coates, acho eu. Mas todos sabemos que antes de ser considerado isso, os mesmo o haviam definido com um desastre. E a verdade é que em determinado momento ele passou por um mau momento. Com a confiança do treinador ele conseguiu ultrapassar as tormentas e tornar-se algo que parece já estar a perder (depois de um jogo, aos olhos dos sábios).

Agora até já somos só a quarta melhor equipa do campeonato (até ver). O Braga parece ser melhor do que nós. Dizem que parece mais organizado do que nós. Como empataram em casa deles connosco, faz sentido.

Bom, é como escrevi há uns tempos. Está tudo mal. É destruir tudo e construir do zero, à boa maneira sportinguista.

Mas uma coisa também é certa. Se por acaso (e só por acaso, porque são ínfimas as chances, a perceber pelas conclusões acima descritas) ganhamos o jogo no Dragão, nenhum desses futurologistas virá assumir como suas nenhuma destas conclusões. Aliás, passará a ser tudo o inverso. Mas isto sou só eu a fazer futurologia.

 

As cartas estão lançadas. A primeira a sair foi “o enforcado”.

 

Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o Sporting Clube de Portugal.

Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o Sporting Clube de Portugal.

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FC PORTO vs CD TONDELA