A CRÓNICA: DESTA VEZ AS SEGUNDAS LINHAS DO SPORTING CP NÃO CHEGARAM PARA VENCER

O Sporting CP preparava-se para jogar, em menos de uma semana, o segundo jogo em solo madeirense, desta vez para os oitavos de final da Taça de Portugal, e agora contra o SC Marítimo.

Este jogo, apesar de ser entre o primeiro e o oitavo classificados do campeonato tinha tudo para ser um excelente espetáculo. Primeiro porque a “Filomena” se foi e, depois, porque se defrontavam duas excelentes equipas com jogo muito apoiado, jogadores rápidos, e por ser um jogo de taça em que os menos fortes se agigantam.

A primeira parte começou com saída de bola para a equipa da casa que quis logo mostrar que tudo faria para tentar surpreender o Sporting CP. Sempre a querer sair a jogar, com futebol apoiado e muita luta a meio campo, as duas equipas foram-se equilibrando, apesar de um ligeiro ascendente do Sporting CP que foi conseguindo criar algumas ocasiões de golo. Já o CS Marítimo conseguiu criar o seu primeiro lance iminente de golo apenas aos 27 minutos de jogo.

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Devido ao forte povoamento do meio campo, o Sporting CP conseguiu os seus lances de maior perigo pelo jogo direito, beneficiando da rapidez de Tiago Tomás, que chegou a atirar uma bola à trave, e Nuno Santos que várias vezes conseguiu ganhar vantagem na extrema direita, não conseguindo, no entanto, a melhor definição.

Este equilíbrio refletiu o empate que se verificava ao intervalo, apesar de o Sporting CP ter feito o suficiente para ter chegado ao descanso em vantagem.

Os segundos 45 minutos, pareciam decorrer como os primeiros. Com muita posse, mas sem que nenhuma das equipas conseguisse jogo interior, optando quase sempre pelo lance longo.

O CS Marítimo conseguia equilibrar ainda mais o jogo e já não permitia que o Sporting CP criasse tantos lances de perigo junto da sua baliza. Pelo menos não criou lances flagrantes como na primeira parte.

Devido a esse equilíbrio, o jogo só poderia ser resolvido por um erro ou uma falha individual, o que aconteceu aos 67 minutos quando, com o Sporting CP a tentar sair jogar e com uma escorregadela de Palhinha, permite que a bola sobre para um jogador do Marítimo, apanhando a equipa leonina descompensada, o que permitiu a Bambock assistir para o golo de Rodrigo Pinho.

A partir daí o Sporting CP deixou de jogar o seu jogo pensado e calculado, tentando chegar o mais rápido possível à baliza adversária, tornando-se uma equipa precipitada. Isso tornou a tarefa do CS Marítimo mais facilitada, que manteve o seu meio campo bem ocupado e pressionante.

Aos 79 minutos, a equipa insular bate a bola para o interior da área na marcação de um canto, que é desviada no vértice da pequena área para o segundo poste. Surge Leo Andrade de trás a fazer o segundo golo, apanhando a linha defensiva leonina em contrapé, que ia a subir para colocar os avançados maritimistas em fora de jogo.

A partir daí pouco mais aconteceu de relevante, a não ser um falhanço de Sporar aos 90 minutos, à boca da baliza, quando já tinha entrado Coates para, também ele, jogar a avançado.

 

A FIGURA

Eficácia do SC Marítimo – Num jogo tão equilibrado, qualquer pormenor poderia fazer a diferença. Esse pormenor foram dois golos, em poucas mais oportunidades que a equipa insular criou. Um jogo muito consistente, com uma equipa subida, a pressionar alto o adversário permitiu, num deslize, criar a oportunidade que desbloqueou a eliminatória.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ineficácia do Sporting CP – A equipa leonina teve vários lances de golo eminente, em que conseguiu colocar os seus avançados cara a cara com Caio Secco. No entanto, em nenhuma dessas ocasiões conseguiu materializar o bom jogo colectivo que estava a permitir construir tantas oportunidades. Neste jogo o Sporting não marcou, sofreu e perdeu o primeiro jogo em competições nacionais, que significa já a perda de um dos troféus que se predispôs a vencer.

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Milton Mendes estudou bem a equipa do Sporting CP e povoou o meio campo com uma táctica de 3-5-2. Assim, conseguiu logo vantagem numérica no meio campo, onde geralmente se decidem jogos e onde o Sporting CP costuma ser muito forte. Esta táctica permitiu pressionar alto, podendo estar mais perto da baliza adversária quando ganhasse a bola, o que deu frutos no primeiro golo. Também deixava a descoberto as costas da defesa para os lances em profundidade, o que podia ter criado dissabores, mas correu bem desta vez. O que podia correr mal correu bem, e o que podia ganhar com este modelo correu bem. Win-Win, ganha o CS Marítimo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Caio Seco (6)

Zainadine Junior (6)

Lucas Africo (6)

Leo Andrade (7)

Cláudio Winck (6)

Guitane (6)

Frank Bambock (6)

Jean Irmer (6)

Marcelo Hermes (6)

Joel Tagueu (5)

Rodrigo Pinho (7)

SUBS UTILIZADOS

Milson (1)

Correa (1)

Pelagio (-)

Edgar Costa (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting CP apresentou-se no seu modelo habitual, em 3-4-3, mudando apenas muitos dos protagonistas. Metade da equipa foi alterada relativamente ao jogo anterior, o que até nem se notou durante a primeira parte da partida, com um bom entrosamento entre sectores, a conseguirem criar muitos lances de golo iminente. No entanto, o jogo tornou-se demasiado equilibrado e, ao ficar a perder, o colectivo deixou de funcionar.

O Sporting CP não conseguia jogar pelo meio, uma vez que o Marítimo tinha os espaços bem ocupados e os leões só conseguiam chegar à baliza adversário em lances de profundidade pelas laterais, o único espaço que a equipa insular deixava livre para explorar. Desta vez, apesar de terem ganho, por aí, vantagem em muitos lances, não souberam definir no ultimo passe ou no ultimo toque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (5)

Cristian Borja (5)

Zouhair Feddal (5)

Luís Neto (5)

Nuno Mendes (6)

João Palhinha (6)

Matheus Nunes (6)

Gonzalo Plata (5)

Nuno Santos (6)

Bruno Tabata (5)

Tiago Tomás (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Gonçalves (2)

João Mario (1)

Pedro Porro (1)

Spohrar (1)

Coates (1)

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