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Sendo este o meu primeiro texto num portal que acompanhei desde a fase embrionária do projecto, optei por vos dar um pouco a conhecer o que para mim é e tem sido “Ser Sporting”.

Sou da década de 90, nasci em plena inglória caminhada para os famosos dezoito anos sem o tão desejado título do Campeonato Nacional de Futebol. Sou sincero… Sou originário de uma família de Benfiquistas, e eu próprio o fui até aos meus 6 anos de idade. Mas desde cedo o leão dourado chamou por mim e hoje aqui estou eu, um verdadeiro e vincado sportinguista!

O fim dos anos 90 auspiciou tempos de glórias e conquistas para Alvalade, dois títulos do campeonato nacional em três anos, jovens com qualidade ímpar todos os anos apareciam na primeira equipa (Ronaldo, para mim o melhor jogador português de sempre, incluído), edificação da primeira academia de formação de futebol portuguesa, construção de um novo estádio (embora com muitas falhas e controvérsia, tais como, a falta da pista de atletismo ou as cores absolutamente absurdas das bancadas). E tudo parecia correr de feição ao leão, mas seria apenas o início da que foi, provavelmente, a pior fase da historia centenária do clube de Alvalade.

Os títulos nunca mais apareceram, sendo que raras vezes se lutou verdadeiramente pelos mesmos, os jovens que eram promessas em Alvalade passaram a ser certezas nos rivais (Simão, Quaresma e Moutinho foram os casos de maior destaque), os que de alguma forma eram valorizados financeiramente, saíram na maioria dos casos por valores irrisórios (mais uma vez Ronaldo é exemplo, um jogador que foi transaccionado por cem milhões de Euros uns anos mais tarde, saiu de Alvalade por uns meros quinze milhões).

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Assim se foi passando o tempo, com gestões desportivo-financeiras ao nível de filmes de comédia, onde o património foi sendo delapidado aos poucos e em que se chegou ao ponto de presidentes dizerem que não gostavam do seu cargo e que dedicavam uma hora por dia ao clube, quando assim lhes era possível! Atingimos o fundo quando, uma espécie de “comunidade” passou a dominar o clube, escolhendo a seu belo prazer os candidatos à presidência, posteriormente eleitos, servindo-se do clube e guiados por agendas próprias, chegando-se ao ponto de em 2011 surgirem dúvidas em relação ao modo como decorreu a eleição de Godinho Lopes, o último presidente “Roquetista”!