Faz hoje dez anos que se estreou na baliza do Sporting Clube de Portugal o melhor guarda redes da Europa, um dos melhores do mundo e, indiscutivelmente, o melhor que vi jogar em Portugal.

Rui Patrício iniciou a carreira com um penálti defendido no “Caldeirão” dos Barreiros e, hoje em dia, as grandes penalidades são apenas um de muitos pontos fortes que norteiam a sua carreira. Patrício é um guarda redes seguro e tranquilo, que já aguenta o barco do Sporting, como titular, há nove anos. Já foi ele a salvar um barco naufragado por diversas vezes, já passou por muitas tempestades, e agora é um dos comandantes de um navio poderoso, que ambiciona conquistar tudo em Portugal. Entrou como “bombeiro” na Madeira, devido às lesões de Ricardo e Tiago, e fez apenas esse jogo nessa época, a de 2006/07.

Depois disso, saltou para a titularidade na época seguinte, ganhando o lugar a Stojkovic, e não mais o largou. Já foi comandado por treze técnicos em Alvalade, o que mostra bem a instabilidade que teve de combater e também ajuda a explicar um dos pontos que falta numa carreira construída a pulso: o título de campeão nacional. Mas Rui ainda o vai conquistar com a camisola do Sporting, acredito bastante nisso. Rui Patrício joga no seu clube do coração e não é um jogador típico de futebol. Se assim fosse, já teria ido para o estrangeiro, apenas para ganhar mais dinheiro. Rui preferiu permanecer em Alvalade e aí também houve mérito do Sporting, que sempre soube conservar aquele que é o maior símbolo do clube na atualidade. É certo que Adrien Silva e William Carvalho, principalmente o primeiro, também têm algum protagonismo, mas não chegam ao patamar onde está o guardião.