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Os ventos sopravam todos a favor de Francisco Geraldes, depois de um empréstimo bem sucedido no Moreirense, onde venceu a Taça da Liga e se afirmou como um valor emergente, seguiu-se o Rio Ave, onde o criativo encontrou o contexto perfeito para exponenciar o seu crescimento.

Miguel Cardoso implementou uma ideia de jogo arrojada e ofensiva, na qual Geraldes encaixou que nem uma luva e acabou por se tornar numa das figuras de proa da formação, que logrou um sensacional quinto lugar no campeonato. Chico Geraldes explanou todas as suas já reconhecidas qualidades, demonstrando ainda uma regularidade exibicional assinalável.

Desta forma, o criativo acabou a época em Vila do Conde com números impressionantes: somou 38 jogos (33 como titular), marcou quatro golos e fez onze assistências. Acima dos números, o que sobressaiu no jogar de Geraldes foi a sua forma de tratar a bola e a sua inteligência também sem ela.

A sua fantasia e criatividade aliadas a uma tomada de decisão acima da média tornaram o médio num dos principais motores do carrossel ofensivo, montado por Miguel Cardoso, que impressionou Portugal.

Geraldes tornou-se uma peça fulcral para Miguel Cardoso
Fonte: Rio Ave Futebol Clube

Como consequência, Francisco Geraldes regressou à casa-mãe, que por sua vez estava mergulhada numa crise com a qual perdeu vários dos seus ativos mais importantes, escancarando ainda mais as portas do plantel principal para o jovem criativo.

Além disso, o jogador formado na Academia aproveitou os particulares realizados em solo helvético para se tornar num dos nomes em maior destaque já com a verde e branca vestida. Tudo indicava que Francisco Geraldes iria ter a sua verdadeira oportunidade e finalmente integraria a formação principal do Sporting CP para 2018/19. No entanto, o jovem médio acabou emprestado ao Eintracht Frankfurt e a surpresa foi geral.

Ficou a ideia, posteriormente confirmada por José Peseiro, de que Chico Geraldes sentiu que não ia ter os minutos de jogo que ambicionava e acabou por tomar a decisão de sair. Mas será que a estrutura leonina não podia ter feito mais para manter o criativo no plantel?

Aliciando Geraldes não só com uma preponderância maior na equipa mas também com uma melhoria merecida de contrato adequada ao patamar de desenvolvimento em que se encontra, desta forma, talvez Geraldes se sentisse mais reconhecido e importante no seio da equipa mas a estrutura de Alvalade voltou a desviar o olhar e mais uma vez optou-se pela saída como solução mais fácil. Cada vez mais, o talentoso médio tende a tornar-se uma espécie de génio incompreendido em Alvalade…

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