O problema é que quem estava louco era quem pensava que os Sportinguistas se iam deixar comer de cebolada pelo que lhes andaram a tentar “vender” (e não eram pipocas), e decidiram votar pela obra apresentada pela actual direcção. Loucos estavam os que pensavam que com flyers, conversas gravadas com hiatos temporais, entrevistas e “investigações jornalísticas” manipuladas podiam retirar o discernimento aos sócios para vislumbrarem a realidade do que havia sido feito pelo clube nos últimos anos.

Loucos ficaram vários jornalistas e comentadores de vários programas televisivos que, como última tentativa desesperada, passaram o dia das eleições a apontar tudo que de mal podia ser apontado a Bruno de Carvalho, chegando a aproveitar “deixas” propaladas nos últimos tempos pelos nossos rivais. Todo esse desespero deu, no fim do dia, em decepção que os levou a começar uma nova campanha, desde logo com o horário de apresentação dos resultados (deve ter sido a primeira vez que alguém se atrasou em alguma coisa, ou em divulgação de resultados, ainda para mais com as variáveis que podem surgir com tamanha afluência de pessoas), e logo de seguida com termos usados no discurso de vitória. A partir daqui será sempre a somar, e não vão parar, mas também para isso os Sportinguistas já tiveram quatro anos de experiência e estão preparados para contrariar e saber filtrar o que efectivamente deve ser tomado como importante ou não.

Bruno de Carvalho recebeu um voto de confiança enorme por parte dos sportinguistas Fonte: Sporting CP
Bruno de Carvalho recebeu um voto de confiança enorme por parte dos sportinguistas
Fonte: Sporting CP

Outra razão que anda a deixar os Sportinguistas loucos é Jorge Jesus. Então o senhor vem justificar que o Francisco Geraldes não joga porque é preciso ter em atenção aspectos não só técnicos mas também tácticos, e sabendo que o Vitória de Guimarães cria mais perigo pelo lado esquerdo, principalmente pela velocidade, aposta num defesa adaptado e num extremo lento para o apoio? E mesmo conseguindo estar a ganhar, decide mudar o extremo por outro bem mais rápido mas que mal defende? Percebe-se que Podence é o próximo a ser encostado. E Palhinha não o foi ainda porque as opções não sobejam no meio campo. Serão estas as opções tácticas a que o treinador se referia? A mim parecem-me mais opções teimosas. Geraldes faz a posição de médio tão bem ou melhor que Bruno César (apesar de não ter jogado mal enquanto aguentou – falta-lhe o último passe) e Podence ataca e defende melhor que Bryan ou mesmo Campbell (sobre Bryan, pode segurar melhor a bola, mas tem que não estar constantemente a perdê-la, e neste jogo não era para segurar mas tentar atacar e consolidar resultado).

O homem foi obrigado a dispensar os dele e a ficar com os do clube, e amuou. Demonstrou-o logo no jogo com o FC Porto, em que apostou num jogador em quem ainda não tinha apostado (e nunca mais foi chamado) da formação e outro em quem foi obrigado a apostar, também da formação, tendo ambos “levado” com a culpa do resultado, aproveitando, para isso, por anexar o facto de ser obrigado a apostar na formação do clube. A partir daí foi sempre a “cortar” nos miúdos.

Se foram chamados, e sabendo nós que são opções muito válidas, deveriam estar a ser preparados para se imporem na próxima época, e não é ficando constantemente na bancada ou no banco (o banco do Sporting é bom mas se tiverem reais perspectivas de algum dia poderem entrar e ser opção) que os vai preparar.

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