Jorge Jesus já esta a preparar a próxima época sim, mas não da forma que se pensa. Está a encostar os miúdos, remetendo-os ao esquecimento. O que ele se deve ter arrependido em apostar no Gelson;  já o Semedo fez-lhe o favor de ir acumulando erros. Veio com a conversa de que com aqueles não é possível lutar por títulos, para o legitimar a ir comprar mais uma “carrada” de jogadores. Isso nunca vai mudar, e foi por isso que quando ele veio não me entusiasmou, e também por isso me legitimo a escrever o que escrevo aqui agora. Tudo isto não invalida que ele saiba colocar uma equipa a jogar bom futebol. O problema é quando o obrigam a mudar. Ele não se consegue adaptar, não gosta de mudança, e se começar a correr mal, não tem a capacidade de alterar. E já o escrevi, volto a escrever que, com estes jogadores, o Sporting não pode jogar em 4x4x2.

Mas louco, louco mesmo, foi este fim de semana de vitórias para o nosso clube. Para além das vitórias nos vários escalões e modalidades, que são sempre de relevar, terei que dar ênfase aos campeonatos nacionais de corta-mato longo por equipas, conquistados nos femininos e maculinos, tendo ainda sido alcançado um título individual no feminino. E, acima de tudo, a vice campeã europeia de triplo salto e o campeão europeu da mesma modalidade. Para não falarmos dos títulos de campeão nacional de atletismo de pista coberta e a taça ganha pelo futsal algumas semanas antes. Por muito que alguns apregoem que o que interessa é o futebol, o Sporting sempre foi e será um clube eclético. O próprio fundador o foi. Quem não se revê nessa mística e nessa cultura não se poderá considerar um sportinguista na sua essência. Ou melhor, pode, mas não pode impor que o clube seja só futebol, porque nunca o foi. Vi um comentário a dizer que alguns grandes clubes europeus não ganharam notoriedade com futsal e atletismo, pois a esses respondo que não o fizeram porque não apostaram nessas modalidades, e se algum dia lhes falhar o futebol, como falhou nos últimos tempos ao Manchester United, ao Inter, ao Milan, etc… o clube, como clube desportivo, pode correr o risco de acabar, como acontece a alguns que têm o azar de ver as suas equipas de futebol descerem de divisão até à extinção.

Neste fim de semana, o atletismo leonino voltou a mostrar a sua enorme força Fonte: Sporting CP
Neste fim de semana, o atletismo leonino voltou a mostrar a sua enorme força
Fonte: Sporting CP

Para além dos sportinguistas, andam por aí muitos iluminados loucos por utilizarem o termo “bardamerda” e nem inteligência têm para o aplicar correctamente numa frase. É o que dá tentarem fazer o que não sabem. Ainda se fosse a falar de pneus, camiões, BES… Aí sim havia experiência suficiente. Mas eles andam loucos, e já com a antevisão ao próximo dérbi. A nova moda do clube do regime é que o jogo da época para o Sporting vai ser contra a sua equipa. Como ninguém lhes dá importância, têm que se auto-referenciar como os mais importantes. Mas já estarão eles com medo que lhes possa correr mal o jogo? Não se preocupem que não queremos ser o motivo de desgraça de ninguém, ambicionamos apenas festejar uma vitória de três pontos. Não festejaremos mais que o que festejam os adeptos daquele clube cada vez que o nosso perde pontos.

Agora louco mesmo vai ficar este Sportinguista (mais do que já fica e vibra com cada titulo ganho pelo nosso clube – mal habituado porque ultimamente tem sido festejar quase todos os fins de semana) quando o presidente eleito conseguir a única coisa que lhe falta cumprir, que é ganhar o campeonato nacional pela equipa de futebol. É isto que peço para o novo mandato, que melhore o clube no futebol, porque em todos os outros campos (desportivos ou não) e ringues tem havido uma evolução bastante boa. E se for possível, aumentar o nível de influência em órgãos de decisão, ou junto de individualidades que têm poder, para que não seja necessário desgastar tanto e de forma tão frequente a imagem do clube e do presidente. No fundo, fazer o que outros já fizeram com tanto sucesso, porque isto de sermos diferentes nunca nos levou a lugar nenhum, e neste país nunca o fará. É cultural, é o que temos, e é com isso que temos que viver e sobreviver.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

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Artigo revisto por: Francisca Carvalho