sporting cp cabeçalho 2No sábado passado viu-se um fenómeno que já há muito não se via em Portugal. Viu-se uma massa humana a contradizer e contrariar a opinião pública em geral, ou pelo menos a opinião que a comunicação social queria passar e que neste país costuma ser bastante bem sucedida.

Como é possível que todos aqueles sportinguistas não tenham tido em conta todas as opiniões contra Bruno de Carvalho ou todas as sondagens que davam uma larga vitória ao candidato da lista A? Mas será possível que estes sócios não tivessem televisão em casa? Ou não tenham comprado jornais nos últimos meses? Com certeza não terá sido esse o caso, uma vez que, segundo um candidato, sportinguista que é sportinguista é cheio “da guita” e com certeza tem poder de compra para adquirir as televisões que quiser.

Só podem estar loucos estes Sportinguistas por irem, em massa, votar em alguém que anda a enganar os adeptos e sócios, que se aproveita da obra de outros para valorizar o seu trabalho, que só faz negócios ruinosos para as contas do clube, que não sabe estar e cospe em toda a gente idónea que lhe aparece à frente, que critica tudo e todos sem que tenha razão para o fazer. Como podem os Sportinguistas eleger alguém que é tão nefasto para o futebol em Portugal?

Eu explico porquê: Porque o que é nefasto para o estado do futebol em Portugal, não o é para o Sporting. A maior parte das medidas, reuniões de arbitragem, reuniões em restaurantes, processos que acontecem no mundo do futebol em Portugal são para encostar o Sporting à insignificância que desejam impor ao clube. O que o futebol português menos queria agora era “levar” mais quatro anos com alguém chato, que não os deixa trabalhar de rédeas largas para alcançar os objectivos que têm vindo a ser delineados (adorei aquela da taça que nunca foi, é e nunca mais será) e fazer campeão quem bem lhes apetece. Ter agora alguém a tentar descredibilizar o cartel instalado não é bom para o negócio e deveria já ter sido eliminado.