logo-BnR.png

ÚLTIMA HORA:

Sporting

FC Penafiel 0-1 Sporting CP: Golo cedo e exibição q.b dão passaporte para final-four

A CRÓNICA: TIAGO TOMÁS MARCOU CEDO, MAS O SPORTING PÔS-SE A JEITO EM ALGUNS MOMENTOS

FC Penafiel e Sporting CP entraram em campo no Estádio Municipal 25 de Abril, em jogo da terceira e última jornada do grupo B da Taça da Liga. As perspetivas de apuramento ainda existiam para ambos, mas de formas bastante diferentes.

Se o Penafiel precisava de uma vitória por números quase astronómico e as hipóteses de apuramento eram quase (para não dizer totalmente) impossíveis, para o Sporting CP as contas eram simples: uma vitória ou um empate bastavam para garantir a qualificação, uma derrota (a não ser pelos tais números astronómicos) deixava o FC Famalicão na final-four.

Aos 16 minutos, o Sporting chegou à vantagem. Depois de uma hesitação entre os dois centrais do Penafiel, perante a pressão de Tiago Tomás, Leandro Teixeira deixou a bola nos pés de Tabata, que rematou para a defesa de Macedo. Contudo, a bola sobrou para Tiago Tomás, que abriu o ativo.

O golo veio na sequência de uma melhor entrada em campo por parte dos verdes e brancos, que já tinham atirado ao poste por Coates, na sequência de um canto, e que não estavam a deixar o Penafiel sair a jogar de forma apoiada, como era intenção da equipa de Pedro Ribeiro. Tiago Tomás podia ter bisado aos 23 minutos, mas Macedo saiu da baliza e efetuou a defesa.

Aos 25 minutos, o Penafiel conseguiu chegar pela primeira vez ao último terço do campo e até introduziu a bola na baliza, por Feliz Vaz, mas estava fora de jogo após o cruzamento de Edi Semedo do lado esquerdo. Se bem que esse lance foi o condão para que o Penafiel se mostrasse mais ao jogo do ponta de vista ofensivo.

Edi Semedo foi o homem que mais foi carregando a equipa para a frente, causando alguns problemas a Gonçalo Esteves, embora os ataques não levassem perigo à baliza de João Virgínia. O intervalo chegou com vantagem da melhor equipa em campo, mas com margem mínima e o jogo em aberto.

Rúben Amorim procedeu a uma alteração ao intervalo que provavelmente já estava planeada, retirando Pablo Sarabia e colocando no seu lugar Pedro Gonçalves. E a segunda parte foi diferente da primeira, com o Penafiel a conseguir criar mais perigo do que na primeira parte e a não deixar o Sporting descansado em termos de resultado.

Se Tiago Tomás teve uma ocasião para ampliar a vantagem, Ronaldo Tavares também a teve para empatar. Rúben Amorim introduziu Matheus Nunes em jogo, enquanto Pedro Ribeiro lançou Rui Pedro, João Amorim e Robinho (e mais tarde Capela).

Aos 73 minutos, Bruno Tabata, já com um cartão amarelo vindo da primeira parte, por alegada simulação de penálti, arriscou demasiado com uma entrada de carrinho sobre Zé Valente, vendo o segundo cartão amarelo e sendo expulso.

Pedro Ribeiro arriscou com a entrada de um segundo avançado, Roberto, melhor marcador da equipa esta época. O Penafiel ainda tentou o tudo por tudo para chegar ao empate, mas os leões aguentaram-se e seguem em frente para a final-four da Taça da Liga.

A FIGURA

Sporting x Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pablo Sarabia – Pode ser estranho atribuir o papel de ‘Figura’ a um jogador que só tenha alinhado nos primeiros 45 minutos, mas a segunda parte do Sporting foi bastante diferente da primeira, para pior. E nos primeiros 45 minutos, Sarabia foi o grande facilitador de jogo ofensivo da equipa verde e branca, tendo inclusive influência na jogada do golo. A substituição ao intervalo já estava provavelmente planeada antes do jogo, mas a equipa teve mais dificuldades no segundo tempo.

 

O FORA DE JOGO

Bruno Tabata
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Bruno Tabata – O camisola 7 do Sporting nem estava a fazer um mau jogo, mas o momento da expulsão podia ter prejudicado a equipa. Com o cartão amarelo que vinha da primeira parte, o brasileiro foi imprudente com o carrinho que fez, deixando os seus colegas em inferioridade numérica a terem de dar o dobro para manter a baliza de João Virgínia a zeros.

ANÁLISE TÁTICA – FC PENAFIEL

A equipa de Pedro Ribeiro apresentou-se num 4-3-3, embora com os extremos com papéis diferentes no momento defensivo. Edi Semedo acompanhava quase sempre as subidas de Gonçalo Esteves no corredor direito do Sporting, formando uma linha de cinco a defender nesses momentos. Do outro lado, Feliz Vaz não acompanhava as subidas de Nuno Santos, sendo o lateral Vitinha encarregue da marcação. De resto, meio-campo a três, com Vasco Braga na posição 6, atrás de Zé Valente e David Caiado. Ronaldo Tavares era o ponta de lança.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Macedo (6)

Vitinha (5)

Gonçalo Loureiro (5)

Leandro Teixeira (4)

Ruca (5)

Vasco Braga (5)

Zé Valente (6)

David Caiado (5)

Feliz Vaz (5)

Edi Semedo (6)

Ronaldo Tavares (5)

SUBS UTILIZADOS

Rui Pedro (5)

João Amorim (5)

Robinho (5)

Capela (5)

Roberto (5)

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

São raras as vezes em que Rúben Amorim altera o seu sistema tático para um jogo e aqui também não o fez. O que talvez tenha surpreendido mais foram as titularidades de jogadores como Coates e Sarabia, habitualmente titulares, para este jogo. Havia a dúvida de qual seria o posicionamento dos três da frente, acabando por ser Tabata na meia-direita, Sarabia na meia-esquerda e Tiago Tomás como avançado-centro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Virgínia (5)

Gonçalo Esteves (5)

Neto (5)

Coates (5)

Matheus Reis (5)

Nuno Santos (5)

Ugarte (6)

Daniel Bragança (5)

Tabata (4)

Sarabia (7)

Tiago Tomás (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Gonçalves (5)

Matheus Nunes (5)

Gonçalo Inácio (-)

O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

FC PORTO vs CD TONDELA