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O mercado de transferências tem sido calmo para os lados de Alvalade. Até agora, ainda não saiu nenhuma pedra fundamental e Bruno de Carvalho assegura que o Sporting não precisa de vender nenhum dos seus principais baluartes.

Até agora, chegaram Lukas Spalvis e Alan Ruiz para o ataque e ainda Radosav Petrovic e os regressados João Palhinha e Iuri Medeiros para o meio-campo. Ainda não saiu nenhum dos jogadores da equipa-tipo da temporada passada; contudo, os rumores vão existindo todos os dias. Se em relação a William Carvalho e João Mário se prevê que as conversas vão durar todo o verão, em relação aos avançados Slimani e Teo Gutiérrez é expetável que a situação fique clarificada mais cedo.

O avançado colombiano está com pé e meio fora de Alvalade, depois das declarações ridículas que proferiu na semana passada a meios de comunicação social argentinos. Gutiérrez teve o desplante de dizer que queria ir para o River Plate e que o Sporting devia dinheiro aos “Millonarios”. Não foram declarações a jornais ou por intermédio de terceiros. Parece mentira, mas é mesmo verdade. O colombiano foi dizer estas barbaridades a uma televisão sul-americana e, conhecendo o feitio de Bruno de Carvalho, é bem provável que o “cafetero” tenha esgotado a paciência do presidente. Estando do lado de fora, apoio essa eventual saída do avançado.

Apesar do importante contributo que teve na segunda metade da temporada passada, penso que já passou todos os limites, quer no prolongamento das férias de Natal, quer com este triste episódio em que tentou envergonhar o nome do Sporting Clube de Portugal. Teo foi tão ridículo que o próprio presidente do River Plate veio, no dia seguinte, desmentir que o Sporting deve dinheiro ao seu clube, e negou também a possibilidade de contratar o avançado, devido aos elevados custos que a operação traria.

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Será difícil voltar a ver esta imagem no novo relvado de Alvalade
Fonte: Sporting CP

Penso que todo o negócio em que o Sporting pudesse recuperar o investimento feito já seria bom, até pelos problemas de balneário que Teo Gutiérrez pode trazer. Alan Ruiz pode ser o seu substituto, mas essa é uma situação para aferir ao longo da pré-temporada leonina.

Já em relação a Slimani, penso que o caso é muito mais delicado. Para já, porque este é um jogador com muito mais influência no jogo “verde e branco” do que Teo Gutiérrez. Depois, porque o caso do argelino está muito mais “nublado”, dado que este ainda está de férias no seu país. No passado, Slimani já foi protagonista de casos semelhantes e o apelo do futebol inglês é bastante forte, onde várias equipas salivam pelo dianteiro que foi o “abono de família” do Sporting na época passada. Recentemente, os media argelinos deitaram mais achas para a fogueira, dizendo que o clube se esqueceu do avançado na gala do 110.º aniversário. Vamos ter de esperar pelos próximos dias, para ver qual será a atitude de Slimani no regresso.

Neste caso, espero que a resolução seja a permanência no Sporting. O argelino é um dos ases de trunfo de Jorge Jesus, um jogador que é simultaneamente o ponta de lança, o avançado que joga com os médios e o primeiro defesa da equipa. Um “três em um” que foi indispensável na época passada e cuja sucessão se antevê complicada. Spalvis ainda é um jovem e Hernán Barcos é uma incógnita na qual tenho esperança, mas ainda não pode ser a principal opção caso Slimani saia. Barcos terá de fazer uma grande pré-temporada para marcar uma posição dentro do grupo de trabalho.

Esta situação é um pau de dois bicos: se, por um lado, é importante a sua permanência, por outro é muito mau ficar com um jogador contrariado que pode causar problemas e que pode não dar 100% em todos os jogos.

Acredito em finais diferentes: saída para Teo e permanência para Slimani. Penso que seria o melhor para o clube na procura incessante por títulos que se antevê na próxima temporada.

Foto de Capa: Sporting CP