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O Sporting viajou até à Ucrânia para disputar a segunda jornada da fase de grupos da Liga Europa, jogo a contar para o Grupo E. Duas equipas que chegaram a este jogo com resultados distintos nesta prova, o Sporting chegou com uma vitória por 2-0 frente ao campeão azeri Qarabag, partilhando a liderança com o Arsenal enquanto que o Vorskla após perder em Londres, chegava com zero pontos. O Sporting chegou com um onze titular renovado, com algumas mexidas no onze e uma gestão por parte de José Peseiro, onde é possível verificar algumas caras novas: Nani, Diaby, Carlos Mané, Jefferson e Bruno Gaspar ganham um lugar na equipa inicial em detrimento de Raphinha, Montero, Jovane, Gudelj e Ristovski, respetivamente.

O Sporting entrou bem, dominante e com as linhas subidas. Aos cinco minutos a primeira oportunidade de perigo no jogo, foi por parte da equipa visitante. Bruno Fernandes descobre Diaby, através de um passe longo, mas o remate do avançado maliano saiu fraco e ao lado. A equipa caseira tentou responder logo de seguida, mas o remate saiu igualmente sem nexo e ao lado. Desde cedo, se verificou a tendência para a equipa caseira procurar um jogo mais direto, apostando também nas transições rápidas e apenas a tentar pressionar a saída do Sporting nos pontapés de baliza.

O Sporting sentiu algumas dificuldades em assentar o seu jogo e sobretudo a conseguir contrariar as bolas longas dos ucranianos e aos 10 minutos de jogo, após cruzamento vindo da direita, André Pinto corta para uma zona proibida, e o número 10 Kulach, ganha a segunda bola e com um remate fortíssimo de pé esquerdo, inaugura o marcador, não dando hipóteses de defesa a Salin.

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Aos 10 minutos, Vulach festeja o seu golo e o primeiro golo da partida
FONTE: UEFA

A segunda parte iniciou-se sem alterações nas formações que iniciaram o jogo. Aos 52 minutos a primeira ocasião de perigo por parte do Sporting, por intermedio do argentino Marcos Acuña, que faz um remate de longe mas perigoso, passando perto do travessão da baliza ucraniana. Com a necessidade de alterar o rumo dos acontecimentos, José Peseiro colocou Montero em campo aos 58 minutos, retirando Carlos Mané do jogo, alterando um pouco o seu sistema tático, jogando num 4x4x2, na procura de ter maior presença ofensiva.

Uma segunda parte que decidiu seguir o mau exemplo da primeira parte, sem velocidade, sem perigo, sem ritmo. Apesar da maior posse de bola do Sporting, é um jogo igualmente pouco dinâmico e os leões tardavam em criar perigo junto da baliza ucraniana. Só novamente perto dos 65 minutos é que Bruno Fernandes tenta um remate de meia distância, mas sem nexo e que sai fraco e à figura do guarda-redes Shust. Uma equipa ucraniana bem colocada em campo, bem posicionada e à medida que o tempo passava, mais coesa e com blocos cada vez mais baixos, sentindo-se confortável com a pouca velocidade dos leões e com a falta de ideias dos mesmos.  O treinador dos leões certamente ao ver a falta de qualidade da sua equipa e a escassez de ideias e velocidade, aos 71 minutos, arrisca tudo e coloca as suas duas melhores armas em campo: Jovane e Raphinha, para o lugar de Petrovic e Diaby, procurando dar a velocidade e verticalidade que faltou em 70 minutos de jogo, tentando reverter uma desvantagem que vem desde os dez minutos de jogo.

Aos 76 minutos, Raphinha cruza da direita e Nani sozinho na área ao segundo poste cabeceia fraco e à figura, promovendo uma defesa fácil a Shust. Bastou o Sporting colocar um pouco mais de velocidade, ainda que sem melhorar muito a qualidade de jogo, para a equipa ucraniana começar a conceder mais espaços e a demonstrar maiores fragilidades a nível físico. Montero aos 79 minutos, teve uma enorme oportunidade de golo e a melhor do Sporting nesta segunda parte. Numa jogada de insistência, Montero domina no peito após um ressalto, tenta o remate de bicicleta e o guarda-redes ucraniano faz uma boa defesa evitando assim o empate. O Sporting justificava o empate, mas as poucas oportunidades que ia tendo não conseguiu ter a eficácia necessária. Aos 81 minutos num lance de bola parada e numa boa jogada estudada, na única oportunidade do Vorskla na segunda parte, quase chegou o 2-0 para a equipa da casa, faltando apenas a finalização ao segundo poste. Em cima do apito final, aos 90 minutos, Fredy Montero numa grande jogada individual, a mostrar toda a sua qualidade técnica, domina de peito puxa para o meio e de pé esquerdo em jeito, coloca a bola no canto inferior esquerdo, sem hipótese de defesa. Estava feito o empate na partida e Montero salvava aqui os leões de sair com uma derrota da Ucrânia. E como por milagre, o Sporting, num grande contra-ataque conduzido por Raphinha, que descobre Bruno Fernandes com um excelente passe, este tenta rematar mas a bola ressalta para Jovane Cabral que remata com a baliza deserta para fazer a reviravolta no marcador. 2-1 para os leões e o Sporting respirava de alivio numa partida que parecia perdida e que foi de grande sofrimento.

O Sporting conquista novamente os três pontos, juntando-se assim ao Arsenal com dois jogos  e  o mesmo número de vitórias, deixando para o próximo jogo em Alvalade no próximo dia 25 de Outubro, em disputa, a liderança do Grupo E.

           

Onzes Iniciais:

Vorskla Poltava: Shust, Perduta, Dallku, Chesnakov, Artur, Kulach (Sergiychuk 62’) , Skylar, Sharpar, Rebenok, Kravchenko (Gabelok 84’), Kolomoets.

Sporting CP: Salin, Bruno Gaspar, Coates, André Pinto, Jefferson; Petrovic (Jovane 71’), Bruno Fernandes, Acuña; Nani, Carlos Mané (Montero 58’), Diaby (Raphinha 71’)

 

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