Foi nuM’orita | Sporting CP

    Hidemasa Morita aterrou em Lisboa em julho, proveniente do arquipélago dos Açores, para jogar ao serviço do Sporting CP.

    Na altura era visto como uma solução à dupla Ugarte-Matheus Nunes. Mas foi num instante, obviamente com a ajuda da saída do internacional português, que se afirmou como peça-chave do 3-4-3 de Rúben Amorim.

    Adaptação a um Grande

    O nipónico começou a temporada a titular, colmatando a ausência de Manuel Ugarte por lesão, podendo, assim, dar continuidade à excelente pré-época que tinha protagonizado. Com a saída de Matheus saltou natural e automaticamente para o onze, onde tem evoluído a olhos vistos, numa posição que não é a sua de raiz.

    Como Rúben Amorim já disse, a vontade que Morita demonstra em aprender em todos os treinos reflete-se nessa evolução. É um jogador com uma ética de trabalho admirável, o que se pode deduzir que tenha tido um forte impacto no seu rápido crescimento no futebol português, subindo rapidamente de patamar, transitando numa época do CD Santa Clara para o Sporting CP.

    Impacto no jogo dos leões

    Matheus Nunes saiu para Inglaterra para reforçar o clube dos portugueses, o Wolverhampton Wanderers FC, que já não é de Bruno Lage e que tinha sido um fator preponderante para o embarque.

    Com a saída de Matheus perdeu-se um jogador com uma capacidade de transporte de bola bem acima da média. Um jogador muito forte no contragolpe pelas suas características físicas. Um jogador corpulento que combina qualidade técnica com muita velocidade, o que o diferencia e torna a tarefa dos adversários em lhe tirar a bola dos pés muito complicada.

    A entrada de Hidemasa Morita no Sporting não preencheu o lugar da mesma forma, pois são claramente jogadores distintos. Matheus tinha uma forte presença em campo pela sua estrutura física, é um jogador de passada larga. Morita não tem a mesma estrutura, mas é igualmente forte no preenchimento do terreno de jogo, é daqueles jogadores que o adepto sente que está em todo o lado, isto porque ocupa as zonas certas nos momentos certos. A pressão que exerce sobre os adversários é outra das suas valências, forçando o erro com frequência na aproximação ao portador da bola.

    À semelhança de Matheus, é também bem capaz de jogar com ambos os pés. Não é, por outro lado, capaz de suster o contacto dos oponentes como o atual lobo faz, mas a verdade é que não necessita de o fazer. Morita é daqueles jogadores que parece que tem olhos na nuca, não deixando que dele se aproximem.

    Foi, a meu ver, uma contratação na horita certa por parte da direção do Sporting e foi igualmente “numa horita” que se adaptou a um Grande. Junta ao talento vontade em aprender e evoluir, fazendo aos poucos esquecer o muito amado Matheus Nunes.

    Artigo revisto por Joana Mendes

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    Miguel Amaral Rodrigues
    Miguel Amaral Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
    Desde que se lembra que o Miguel joga à bola. Sentiu sempre uma ligação com a redondinha. Com 7 anos de idade começou a ir a Alvalade e desde então é raro falhar um jogo. Aos 13 iniciou a sua carreira no futebol federado. E para sua tristeza, há cerca de dois anos pendurou as botas. Mas não largou a maior paixão que tem na vida. Estuda jornalismo na ESCS e é por intermédio da comunicação que quer acompanhar o futebol daqui para a frente.