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Gelson e Matheus: Os avanços e recuos no crescimento

Cláudia Figueiredo · 3 min

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Gelson Martins e Matheus Pereira apareceram ao mesmo tempo, isto é, encontraram-se numa fase de crescimento crucial na equipa B e tiveram oportunidades na equipa A nas mesmas épocas, o que leva à quase obrigatoriedade de muitos adeptos leoninos procederem à comparação entre ambos. Afinal porque é que um vingou e o outro teve o seu retorno para a equipa secundária do Sporting Clube de Portugal? Obviamente que existem diversos fatores que podem contribuir para que ambos tenham desempenhos diferentes, o que é, aliás, natural. São raros os momentos, seja em que clube for, em que os jogadores da formação “explodem” ao mesmo tempo.

Neste momento, parece-me que o extremo de 21 anos tem uma maturidade psicológica muito superior à do brasileiro, o que lhe permitiu agarrar um lugar na equipa A, mesmo quando nomes de peso como Markovic ou Campbell chegaram ao clube para lhe fazer frente. Para além disso, a forma descontraída como joga, como se estivesse no pátio da escola com os amigos, tem sido importante para lhe aliviar a pressão dos ombros quando é ele que, muitas vezes, tem de assumir as rédeas do jogo, dar novas ideias ao ataque e procurar momentos de pura inspiração para levar a equipa a bom porto. O menino Gelson, aquele que não se deslumbrou no Santiago Bernabéu perante jogadores de calibre mundial, e que encarou a Liga dos Campeões como se de mais um momento banal se tratasse, será certamente a próxima jóia da formação a dar (grandes) lucros aos cofres leoninos, até porque por essa Europa fora não há quem não esteja de olho nele, tal é a leveza e a espontaneidade com que tira coelhos da cartola.

Em termos de qualidade, Gelson Martins está muitos furos acima de Matheus Pereira Fonte: Sporting CP
Em termos de qualidade, Gelson Martins está muitos furos acima de Matheus Pereira
Fonte: Sporting CP

Por outro lado, Matheus Pereira é um jogador que criou grandes expectativas nos adeptos, mas, em certo momento, parece-me ter estagnado. Durante a época passada, foram várias as vezes em que Jorge Jesus apostou nele (foi titular, por exemplo, no clássico em casa frente ao FC Porto) e lhe deu oportunidades para mostrar o seu valor. Apesar de muitas vezes treinar com a equipa A, as oportunidades têm vindo a ser cada vez mais escassas, ao ponto de, para já, apenas contabilizar perto de 90 minutos divididos entre competições menores, casos da Taça da Liga e da Taça de Portugal. Apesar de estar a realizar uma boa época na equipa B, onde leva quatro golos, alguns deles essenciais para a conquista da vitória, e de se apresentar em bom plano, a verdade é que de cada vez que se mostrou esta época no conjunto de Jorge Jesus não foi capaz de deixar água na boca para próximos encontros. Segundo rumores publicados na comunicação social na semana passada, existe a possibilidade de Matheus Pereira ser emprestado ao Moreirense na reabertura do mercado. Obviamente, esta seria uma solução que me parece extremamente interessante, pois iria permitir ao jogador ter minutos de jogo numa equipa da primeira liga e, no fim da época, regressar ao Sporting, caso o seu desempenho fosse suficientemente positivo.

Normalmente, diz-se que, nas formações dos mais variados clubes de todo o Mundo, por cada jogador acima da média existem cinco ou seis medianos. O jogador acima da média está encontrado. E Matheus? Fará parte do lote de medianos?

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

Cláudia Figueiredo

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