Gil Vicente FC 0-0 Sporting CP: Dois falsos disparos

    A CRÓNICA: GIL MANTÉM INVENCIBILIDADE CASEIRA COM DANIEL SOUSA E SPORTING VOLTA A DERRAPAR

    Em jogo em atraso a contar para a jornada 25, o Sporting CP visitava Barcelos para defrontar o Gil Vicente FC, com o objetivo claro de encurtar distâncias para SC Braga e FC Porto, na luta pelos lugares de acesso à Liga dos Campeões.

    No começo, Matheus Reis assumia um papel importante a saltar de imediato mal a bola chegava a Murilo, com Ugarte a ser o médio das coberturas, atento ao adversário e à bola.

    Pedro Gonçalves era uma solução por vezes mais recuado a partir do corredor centro esquerdo, sendo a linha de passe mais vezes procurada por Gonçalo Inácio.

    A pressão do Sporting era forte e ia evitando a influência de Kanya Fujimoto, que não conseguia receber a bola de frente para a linha defensiva leonina, com trabalho de realçar do meio-campo do conjunto de Alvalade. À entrada do minuto 20, muito Sporting no jogo e pouco meio-campo dos gilistas.

    Defensivamente a equipa do Gil não estava mal, mas ia sentindo algumas dificuldades no controlo da profundidade, tendo permitido duas boas chances de golo a Chermiti. Na pressão aos defesas do Sporting, Navarro estava muito isolado e não conseguia chegar a todo o lado.

    Uma primeira parte que começou com muito potencial, mas que foi perdendo algum espetáculo com o passar dos minutos. Ainda assim, era um jogo muito bem jogado e que não fazia jus ao 0-0 no marcador.

    Aos 56 minutos, a formação de Rúben Amorim chegou a colocar a bola na baliza e a gritar golo, no entanto, o VAR iria anular o tento de Edwards. Apesar disso, entrada afirmativa na segunda parte do conjunto leonino.

    Começavam a faltar pernas aos homens da casa, que tinham dificuldades a pressionar e começavam a baixar já no terreno. O Sporting conseguia levar perigo, porém pecava na decisão. Pote introduziu a bola dentro da baliza, mas foi novamente anulado.

    Faltava clarividência dos dois lados e era nítido o desgaste, que fazia com que a qualidade das oportunidades fosse mais escassa. No aspeto defensivo, a armadilha do fora de jogo do Gil Vicente funcionava como uma maravilha, a colocar várias vezes os leões em posição irregular. Com dez minutos por jogar, tudo incerto.

    Acabaria por nenhuma equipa conseguir desatar o nó. O Sporting CP foi mais insistente, mas não conseguia ultrapassar a última barreira da equipa da casa, que com muita resiliência ia aguentando o resultado.

    O Sporting foi infeliz na visita a Barcelos, com o jogo a terminar empatado a zero. Teve dois golos anulados, um pelo VAR e outro pelo árbitro assistente, e não conseguiu dar continuidade ao ímpeto positivo com que começou. Os gilistas mantêm a invencibilidade caseira com Daniel Sousa e empatam na tabela com o Boavista FC, com as duas equipas na barreira dos 30 pontos.

    A FIGURA

    Paulinho Tomás Araújo
    Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

    Tomás Araújo – Mais um jogo superlativo do jovem central, que respira confiança na condução de bola e demonstra solidez quando é chamado a intervir no plano defensivo. Que época! 

     O FORA DE JOGO

    Marlon – O extremo fez a sua estreia a titular, mas foi uma estreia apagada. Esteve até na primeira ocasião de perigo da sua equipa, contudo foi uma rara exceção, uma vez que esteve muito pouco presente.

    BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

    Gil Vicente FC

    BnR: Lançou Marlon hoje pela primeira vez como titular, o que sentiu que ele podia dar ao jogo da sua equipa e ficou satisfeito com a sua exibição?

    Daniel Sousa: Foi uma opção estratégica, tenho procurado dar regularidade a alguns jogadores, ele é um jogador vertical, veio dum campeonato que tem golo e era isso que procurávamos – uma verticalidade maior, maior agressividade e acabou por acontecer.

    Sporting CP

    BnR: Acaba por substituir Ugarte por Trincão e coloca Pedro Gonçalves mais no meio-campo, sentiu que a equipa se ressentiu de não o ter mais perto de zonas de finalização?

    Rúben Amorim: Acho que até teve mais jogo, não pelo lado esquerdo, mas teve muitas bolas entrelinhas e era par isso que ele estava lá, para ter mais um jogador entrelinhas. O Morita foi para médio defensivo e o Pote foi para uma posição mais perto do golo, foi um jogador que recebeu, por vezes meteu a bola nos corredores e atacou a área, portanto não acho que foi por aí porque ele esteve sempre perto do golo.

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    Fernando Coelho
    Fernando Coelho
    Jogador de futsal amador, treinador de bancada profissional. A aprender diariamente, acredita que o desporto pode ser diferente. Escreve com acordo ortográfico.