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Para que algo chegue ao seu destinatário, seja isso palpável ou não, necessita de seguir um canal. Podemos por isso falar de canais que permitem a passagem de pessoas e mercadorias, ou canais que sirvam de divulgação de informação. Ou seja, apesar de diferentes servem para uma mesma finalidade que é facilitar a comunicação entre extremos. Muitas vezes, no entanto, em ambos os casos, surgem nesses canais obstruções que distorcem ou danificam o elemento que se pretende fazer passar.

Concentrando-nos então no canal de comunicação/informação, ou no canal usado para passar a mensagem, o mesmo é composto por vários elementos entre os quais identificamos o Emissor, a mensagem em si (que será transmitida pelo referido canal) e o Recetor, dando depois este último um feedback ao primeiro.

Assim sendo, ao tentar passar-se uma mensagem tem que haver a mensagem em si que é enviada pelo emissor para o receptor, sendo a mesma difundida pelo canal. Pois bem, o canal parece estar manchado de uma cor escarlate, rubra que altera o contexto da mensagem conforme dá jeito, tratando sempre essa mesma mensagem de formas distintas, conforme o emissor e receptor que estejam em causa. Ou seja, o canal que deveria funcionar como a forma de transmitir a mensagem, neste caso altera a mesma para passar segundo um ponto de vista que não será o do emissor. Então, se a mensagem que chega ao receptor estiver descontextualizada, o feedback recebido pelo emissor não estará também contextualizado com a mensagem original. Isto cria um ruído que dificulta a comunicação entre quem quer passar a mensagem e quem a pretende receber.

E quando o canal não descontextualiza, pode ser o próprio emissor a manipular a informação para passar a mensagem que lhe convém, adoptando uma estratégia que teve sucesso lá para os lados da América do Norte, não lançando ideias mas falando banalidades que qualquer adepto gostaria de ouvir ou serem concretizadas mesmo que irrealistas naquele momento, e dizendo que as suas maiores empreitadas vão ser pagas por outros. Espero que os sportinguistas não sejam mais Americanos que os próprios Americanos para irem em conversa de cowboys.

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Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o Sporting Clube de Portugal.                                                                                                                                                 O Nuno não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.