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O palco ficou escuro para homenagear as vítimas da catástrofe que abalou Portugal nos últimos dias. Enquanto redator, não podia deixar os meus sentimentos a todos aqueles que perderam os seus familiares.

 

Quanto ao jogo, a dúvida e o querer surpreender Allegri, levaram o mestre da táctica a apostar em Bas Dost na equipa titular. Da lua já era visível o cabelo do Coentrão e o seu regresso à equipa. De resto, tudo na mesma. Rui Patrício na baliza; Piccini, Coates, Mathieu (o rei) e Coentrão na defesa; tanque Batta, sir William e Bruno Tomahawks no meio campo; os baixinhos Gelson e Acunã na frente com o gigante Bas Dost.  Já os “velha senhora”, também na máxima força, alinharam com a estrela da companhia Dybala no apoio ao “El Gordo” Higuaín e na baliza, a referência, Gianluigi Buffon.

Muita emoção se esperava neste jogo, com frentes de ataque rápidas e bastante dinâmicas. Foi só preciso esperar 12 minutos para que, com muita felicidade, o Sporting se adiantasse no marcador. Recuperação de bola do meio campo do Sporting com Bruno Fernandes a desmarcar rapidamente Gelson Martins. À saída de Buffon, chutou e num ressalto, com a ajuda de Alex Sandro, inaugurou o marcador. Estava feito o primeiro golo em Turim. Bem ao jeito da ironia dos contos infantis, Michael Oliver, juiz inglês, assinalou um livre devido a uma bola disputada entre Battaglia e Pjanic. E dali, até Mats Magnusson com 54 anos metia lá dentro. 1-1, Pjanic com um estupendo gesto técnico empatava o jogo em Turim aos vinte e nove minutos. Viveram-se minutos diabólicos, com ataques rápidos sem sucesso dos leões e insistências desinspiradas do ataque transalpino. Estava a Juventus mais perto da reviravolta com Higuain aos quarenta e dois minutos a rematar para grande defesa de Rui Patrício. O Sporting não conseguia sair para o ataque e a equipa italina muito bem posicionada a tapar todos os buracos para a sua baliza. Empate justo ao intervalo, o Sporting entrou melhor, sofreu o empate, mas conseguiu manter a sua organização.

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Os italianos iam sentido dificuldades em conseguir quebrar a defesa leonina Fonte: UEFA
Os italianos iam sentido dificuldades em conseguir quebrar a defesa leonina
Fonte: UEFA

Na segunda parte, Jorge Jesus, retocou a sua primeira abordagem táctica ao jogo. Os leões entraram em campo com enorme vontade de chegar ao golo. Mais organizados e com muita bola, deixando a equipa da Juventus com pouca capacidade de reacção e entregues, somente, ao desequilíbrio individual. Trinta minutos de jogo de grande qualidade e repreensão táctica da equipa verde e branca. Aos setenta e cinco minutos, JJ, queria um jogador com capacidade para derrubar um contra-ataque venenoso e retirava Gelson Martins para entrar João Palhinha e colocou, também, Fábio Coentrão para entrar Jonathan Silva. Será que Coentrão, mesmo lesionado, não seria melhor que o argentino? Os últimos quinze minutos iriam dizer. Demorou apenas oito minutos, até Douglas Costa entrar, cruzar e Mandzukic, de cabeça, fazer o 2-1. Jonathan Silva, nem com uma locomotiva conseguiria travar o croata. Injusto? Bastante! Mas quem tem jogadores como Jonathan Silva arrisca-se a não sair vitorioso. Jorge Jesus, o mestre da táctica, errou bastante, ao retirar Coentrão do jogo. O Sporting tinha de arriscar, retirando Battaglia para colocar Doumbia. Aos noventa e dois minutos esteve à vista o empate. Num cruzamento de trivela de Bruno Fernandes, Doumbia, por uma unha africana, não encostou para o fundo das redes. Buffon nem queria acreditar na pouca sorte leonina. O jogo chegava ao fim com a vitória dos italianos. A triste sina do jogar bem e não vencer num novo capítulo de injustiça. Como dito anteriormente: joguem qb, mas ganhem!