sporting cp cabeçalho 1Enquanto a Liga portuguesa não começa, há tempo para observar o desempenho dos sportinguistas a atuar no Brasil, para os Jogos Olímpicos de 2016. Entre eles, Ricardo Esgaio, Tobias Figueiredo (emprestado ao Nacional, mas ainda leão) e Carlos Mané. Quero ainda acrescentar a este ponto André Martins que, apesar de já no atuar no Sporting, esteve ao serviço do clube até à época anterior.

Em primeiro lugar, quero reforçar o brilhante desempenho que estamos a ter nos jogos Olímpicos. Falo em «nós» como seleção portuguesa, como os miúdos que foram para o Brasil para defender o país e que o têm feito muito bem, apesar de este último jogo ter deixado um pouco a desejar. Somos um grupo coeso, equilibrado e estamos a jogar como o que nos pedem: jogamos em equipa. Não há nomes que se sobrepõem, egos a comandar ou vedetas prontas a serem estrelas mundiais por uns Jogos Olímpicos. Mas agora a sério, os nossos leões:

Começo pelo nosso capitão. Esgaio, nos três jogos da fase de grupos, esteve bastante comprometido na sua função defensiva. Arrisco-me a dizer que foi um dos patrões da parte mais recuada da equipa, não só por levar a braçadeira (e com todas as responsabilidades que isso acaba por acarretar), bem como foi fundamental para que os ataques não chegassem à baliza de Varela. Um dos cortes que fez, vindo ajudar os seus colegas à entrada da área, neste último jogo contra a Argélia, foi fundamental para que Portugal não sofresse uma derrota, que mancharia a sua prestação durante esta edição do Rio 2016. Sempre bastante seguro das suas opções, o leão mostrou que é um bom acréscimo a qualquer equipa.

Tobias Figueiredo tem estado bastante seguro na defesa Fonte: Seleções de Portugal
Tobias Figueiredo tem estado bastante seguro na defesa
Fonte: Seleções de Portugal

Tobias Figueiredo, central que foi este ano emprestado ao Nacional da Madeira, tem feito atuações bastante seguras também, dando o ar da sua graça como goleador, com um belo tento de cabeça no passado jogo frente às Honduras. Já no jogo inaugural da participação no torneio olímpico, brindou os portugueses com uma excelente atuação, dando sempre tranquilidade à defesa portuguesa, sendo que a dupla que fez com Edgar Ié, que também passou por Alvalade, foi bastante eficaz. Notou-se a sua falta no jogo frente aos argelinos, em que a defesa andou, em diversos momentos, perdida no jogo e com indecisão nas saídas para o ataque.

Já Carlos Mané, bem como André Martins, foram a metade que menos se afirmou durante os jogos da fase de grupos. Ambos, o primeiro no ataque e o segundo no meio-campo, têm capacidade para fazer mais do que estão a mostrar: André Martins, apesar da sua experiência, não está a mostrar nem criatividade nem agressividade no segundo terço do terreno, capacidades que são impostas por outros colegas de equipa e farão com que este perca o lugar nesta seleção. Mané, apesar de ter ganho uma penalidade para Portugal (ainda que injusta), não mostrou do que é capaz, sem deixar marca nos jogos que tem realizado. Nota negativa para um jogador que poderia aproveitar a rapidez para os últimos jogos. Não me convence para a próxima partida, mesmo sabendo quais são as suas capacidades.

Assim, apesar de ser uma representação portuguesa nos Jogos Olímpicos, é uma representação leonina na seleção. Uns, têm feito atuações de encher o olho; já outros, têm oportunidade para mostrar o que realmente valem e fazer valer as suas qualidades. Sobretudo, têm ajudado a equipa chegar aos quartos-de-final e a elevar o nome português mais alto na competição. Temos guerreiros!

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