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Parece que agora virou moda tweetar e comentar que o Sporting anda a pagar prémios de jogo aos oponentes do seu adversário directo. Ao mesmo tempo, conseguem dizer que o mesmo Sporting está sem dinheiro. Eu sugiro que se decidam. Parece haver por aí alguma contradição.

E, já agora, quero dizer que acho um mau investimento pagar a uma equipa para jogar bem, até porque eles podem querer e não conseguir ou saber. Pelo contrário,  acho um óptimo investimento pagar a alguma equipa para perder, até porque não tem risco. Se quiserem perder, perdem de certeza. O Sporting – estando falido  não iria fazer investimentos de tão elevado risco, certamente.

Mas, um pouco no mesmo âmbito deste tipo de insinuações, venho relembrar algumas situações que se passaram nos últimos anos.

Desde há um tempo a esta parte houve um processo chamado “Apito Dourado”, que alguém ainda denominou de “Apito Azulado”, com frutas e algum café por lá misturados.

No mesmo dia que esse processo começou eu disse/pensei que não daria em nada, pelas pessoas envolvidas e pelo meio em que estavam inseridas (é que, não sei se repararam, mas as pessoas só são condenadas ou pelo menos tornadas arguidas após abandonarem o mundo do Futebol; por isso é que alguns teimam em não sair). E à primeira vista não deu. Mas a verdade é que deu, e desde aí muito mudou no futebol português.

O “Apito Dourado” serviu para enviar um aviso a quem mandava antes, de quem mandava agora.

Entretanto, o árbitro do jogo do Benfica é apanhado desta maneira nas redes sociais
Entretanto, o árbitro Luís Ferreira é “apanhado” desta maneira nas redes sociais

Com esta investigação aquele que era chamado de “o papa” do futebol português foi posto no seu lugar com incriminação em situações que existiram efectivamente, mas que não levaram a condenação porque não era esse o objectivo.

O objectivo era dizer ao “papa” que estava na hora de renunciar e dar espaço a outros, que se estavam a posicionar há muito. A mensagem era a de que se poderia fazer o que se quisesse, até mesmo mandar prender o, até aí, todo-poderoso do futebol português.

A finalidade não era destruí-lo, mas colocá-lo no seu lugar; deixá-lo ali “com o rabo entre as pernas”, o que poderia dar jeito para futuras parcerias.

Conseguiram também, através de uma “pomba”, tramar o “papa”. Escreveram-lhe o guião – para declamar em tribunal –, que viria mais tarde a dar em livro. Quem terá patrocinado a produção do mesmo? Com certeza não terá sido ela, apesar do seu apurado olho para os negócios.

A senhora fez o trabalho, recebeu, e desapareceu. E sem um arranhão. Convenhamos que o “papa”, nos seus tempos Áureos, não deixava passar isto pelos pingos da chuva. (Quem não se lembra de petardos a rebentar por baixo dos carros de jogadores após uma derrota? E eram jogadores da sua equipa.) A senhora tinha que ter uma boa protecção.

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