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Todos sabem jogar ao zerinho ou um, não sabem? O jogo de hoje foi um pouco assim. Ou zero ou um; com a qualidade apresentada por ambas as equipas mais do que isso seria milagre. O Sporting acabou por conseguir o mais importante, a vitória, e sair de um campo tradicionalmente complicado com mais três pontos numa semana em que o Braga perdeu.

O Sporting já há muito que deixou de praticar o bom futebol a que acostumou os seus adeptos na primeira volta mas, hoje, os primeiros quinze/vinte minutos em campo foram mesmo um sacrilégio. Num jogo completamente aleatório até então, Rui Patrício acabou por resolver o que viria a ser o único lance da oportunidade em que o Marítimo esteve perto de marcar. Do mal o menos: em dia de estreia de um dos centrais e sem William, o Sporting só consentiu uma oportunidade de golo.

A partir daí a equipa de Marco Silva conseguiu, pelo menos, aumentar o ritmo – muito devido à irreverência que Carrillo foi demonstrando, à clarividência de João Mário e à habilidade de Nani – e subiu no terreno, aproximando-se da baliza do Marítimo. Primeiro, João Mário não conseguiu mais do que rematar contra um defesa numa boa jogada colectiva, depois seguiu-se o penalty sobre Jefferson que Adrien viria a marcar com muita qualidade. Ao intervalo, um a zero no marcador.

No segundo tempo o jogo viria a correr melhor à equipa de Alvalade. Os espaços nas costas da defesa foram mais bem controlados, Ewerton tranquilizou-se e o Marítimo passou a dar mais espaço. Num desses casos, João Mário combinou com Nani para o que poderia ter sido o segundo golo, numa excelente transição. Em frente à baliza, tentou assistir Slimani mas Rúben Ferreira acabou por conseguir cortar. O jogo, contudo, continuou morno. Não passava do zerinho… ou do um, muito raramente. Nota ainda para Oriol Rosell que fez uma exibição tranquila, a dar qualidade na saída por algumas vezes. Discreto mas positivo. Carrillo, antes de ser substituído, ainda assistiu Slimani mas o argelino não chegou à bola por milímetros.

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No fim, alguma pressão da equipa da casa que pressionou o que conseguiu, mas o resultado não mais se viria a alterar. Para azar dos insulares, saiu-lhe o zero. Ao Sporting (e a Marco Silva, em particular), a certeza de que terá de melhorar substancialmente. Para ganhar a taça, assegurar o terceiro e… para fazer sentido continuar no próximo ano. Que isto não se admite.

A Figura

João Mário – Mesmo tendo dois/três lances em que a decisão em frente à baliza é duvidosa, o médio português mostrou sempre qualidade de sobra com e sem bola. Tem pausa, tem a capacidade de guardar e esperar pelo melhor momento, sabe mexer-se à procura do espaço vazio sem bola como nenhum outro no meio-campo leonino. Se melhor acompanhado pela sua equipa, exibir-se-ia ainda mais.

O Fora de Jogo

Qualidade de jogo – Quem viu o jogo, sabe do que falo. Quem não viu, não perdeu mesmo nada. Enfadonho.

Foto de capa: FPF