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ÚLTIMA HORA:

Moreirense FC 0-2 Sporting CP: Monólogo escrito por Slimani e Paulinho

A CRÓNICA: QUO VADIS, ATAQUE DO MOREIRENSE FC?

Segunda-feira, 14 de março de 2022. Esta poderia constituir uma das páginas de um diário de guerra. Não àquela a que infortunadamente assistimos pela televisão ou pelos vídeos das redes sociais. Uma bem mais feliz, sem mortes, sem feridos (a menos que não se aqueçam bem os músculos), sem choros que perdurem.

Um diário bem estruturado, sem erros ortográficos assinaláveis e com uma escrita capaz de potenciar – nos olhos de quem com ela contacta – múltiplos e antagónicos sentimentos constitui um ótimo material literário. Contudo, o que se segue, aproxima-se mais daquilo a que vulgarmente chamo storyboard de parca organização.

Os 22 pés inscreviam movimento à bola. Os blocos encaixavam-se numa espécie de conchinha apaixonada. André Luís e Walterson, escavando cada nesga para desferir remates a rasar o poste ou a obrigar Adán a aquecer as mãos. Diz-se que Neto acredita mais do que os colegas aquando da marcação de um livre (16’).

Matheus Nunes deambulava pelo terreno. Após um desfile conjunto, o médio leonino realiza o habitual skipping em direção à bola e obriga o guarda-redes Pasinato a desviar a bola para canto (27’). Na sequência, o camisola oito recolhe o esférico à entrada da área, e dispõe em Marcus Edwards: o inglês coloca os óculos de visão raio-x, descobre Slimani e as redes balançam (28’). 0-1!

A bola rolava pelo solo. A conchinha desfazia-se, indelevelmente. Do princípio, pela ala até ao fim. Neto deu para Edwards, o inglês cruza as pernas e Porro retém o esférico; de primeira, o camisola 24 ludibria Pedro Amador com um toque, progride na linha e encontra Paulinho. De primeira, pé esquerdo firme, mostrou os dentes (39’). 0-2!

O intervalo chegou. As equipas repousaram durante quinze minutos e repensaram estratégias.

Sarabia, recém-entrado, voltou a animar a partida amorfa na segunda parte (66’): após solicitação de Slimani, o internacional espanhol não consegue pôr termo à discussão da partida.

Adán foi, durante os 90 minutos, uma metáfora de alguém repimpado no cinema com o respetivo balde de pipocas e o refrigerante bem fresco.

O apito soou novamente. As duas equipas cumprimentaram-se. O resultado não se alterou, nem esteve perto dessa mesma ocorrência. O frio domou a pequena vila de Moreira de Cónegos.

 

 

A FIGURA

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Slimani – Parece estar de volta o leão que chorou quando saiu de casa, em 2016. O avançado leonino tem, nos últimos jogos, sido a principal fonte de rendimento do Sporting CP. Hoje, por acréscimo ao tento apontado, apoiou o coletivo como ninguém e correu, correu, correu. Fez jogar. Desbloqueou a partida facilitou a conquista de mais três pontos.

 

O FORA DE JOGO

Moreirense
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Moreirense FC – Esperava-se mais da equipa cónega. A posição ocupada na tabela classificativa demonstra bem a ineficiência e a inépcia que agarra o clube. A estratégia seria tentar secar o leão durante a primeira parte para, na segunda metade, surpreender e ter uma postura mais ofensiva. Correu mal.

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

Ricardo Sá Pinto, treinador dos cónegos, arquitetou o habitual sistema tático imposto nos jogos orientados anteriormente: um 3-4-3, desdobrável em 5-3-2 no plano defensivo. Walterson e Fábio Pacheco substituíram Rafael Martins e Ibrahima Camará no onze inicial defronte do Sporting CP.

Até aos 27 minutos, a equipa do Moreirense FC parecia ter capturado, na sua teia, o Sporting CP: Slimani e Paulinho, apesar de referências atacantes, rapidamente foram anulados pelo trio de centrais; Edwards estava sob vigilância constante de, pelo menos, dois jogadores (Walterson e Pedro Amador, por norma) e Ugarte e Matheus Nunes pareciam ter pouco controlo sobre o meio-campo adversário. Com o primeiro tento leonino, o Sporting CP conseguiu demonstrar o contrário, face à tranquilidade no marcador.

Nos últimos 45 minutos, a equipa do Moreirense FC entrou com uma postura mais aguerrida e atrevida. Numa situação de dupla desvantagem, os cónegos subiram as linhas de pressão, conseguiram reter a posse de bola durante mais tempo e chegaram mais vezes à baliza adversária. Contudo, a definição no último terço e a disposição nas bolas paradas deitaram por terra as aspirações dos anfitriões.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pasinato (5)

Rosic (5)

Artur Jorge (4)

Pacheco (5)

Walterson (4)

André Luís (6)

Yan Matheus (6)

Amador (5)

Pablo (5)

Jefferson (4)

Paulinho (5)

SUBS UTILIZADAS

Derik (6)

Ibrahima (5)

Matheus Silva (4)

Rafael Martins (4)

Galego (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

A turma de Rúben Amorim apresentou-se ao serviço no habitual 3-4-3: Pedro Porro e Matheus Reis foram incumbidos do trabalho defensivo e ofensivo nos respetivos flancos; Ugarte e Matheus Nunes compunham o duplo pivôt no miolo enquanto Paulinho, Edwards e Slimani se encarregaram exclusivamente das preocupações concernidas ao setor atacante. Destaca-se, ainda, a ausência de Gonçalo Inácio do plano de jogo e a estreia de Marcus Edwards.

Na primeira parte, até ao golo marcado, o Sporting CP estava preso pela marcação apertada e pela montagem tática delineada pela linha defensiva do Moreirense FC. O flanco direito foi uma via utilizada com maior preferência pelo facto de Pedro Porro e Marcus Edwards serem os dois principais desbloqueadores do jogo leonino. Matheus Nunes, apesar de tapado pelo meio-campo adversário, também se destacou pela preponderância na partida até ao intervalo.

Na segunda metade, a equipa do Sporting CP, face à vantagem que detinha da partida, relaxou na partida. Defensivamente, apesar de permitir que o Moreirense FC tivesse mais posse bola e chegada à sua baliza, foi sólida e conseguiu segurar o resultado. Ofensivamente, os índices e as situações de perigo diminuíram.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (7)

Matheus Reis (6)

Feddal (5)

Coates (7)

Matheus Nunes (7)

Slimani (8)

Neto (6)

Ugarte (6)

Paulinho (7)

Edwards (8)

Pedro Porro (7)

SUBS UTILIZADAS

Palhinha (5)

Pote (5)

Sarabia (5)

Nuno Santos (4)

Tabata (-)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Moreirense FC

Não foi possível colocar a questão ao treinador do Moreirense FC, Ricardo Sá Pinto.

Sporting CP

BnR: Boa noite, mister. O Palhinha e o Pote vieram ambos de uma lesão. Na sua opinião, as substituições e as respetivas entradas quebraram o ritmo da partida face à condição anterior dos dois jogadores?

Rúben Amorim: Sentiu-se um pouco. Notou-se a falta de ritmo neles. Mas nós precisamos deles. São jogadores muito bons e nós vamos continuar a contar com eles. Mas a culpa não é deles, a culpa é do próprio jogo. Eles vão continuar a ser uma ajuda, como todos os jogadores que temos no plantel.

Em primeira mão, a informação que considera útil: cruza pensamentos, cabeceia análises sobre futebol e tenta marcar opiniões sobre o universo que o rege. Depois, o que considera acessório: Romão Rodrigues, estudante universitário e apaixonado pelas Letras.                                                                                                                                                 O Romão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Em primeira mão, a informação que considera útil: cruza pensamentos, cabeceia análises sobre futebol e tenta marcar opiniões sobre o universo que o rege. Depois, o que considera acessório: Romão Rodrigues, estudante universitário e apaixonado pelas Letras.                                                                                                                                                 O Romão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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FC PORTO vs CD TONDELA