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Ainda agora começou a nova época de futebol e já estamos às portas de poder apreciar “O” dérbi do futebol português.

É um daqueles jogos do qual se começa a falar uma semana antes, e ainda se falará uma semana depois de ter terminado. No primeiro caso, para tentar “adivinhar” as tácticas que serão usadas pelas equipas, os jogadores a ser utilizados (há sempre supostos lesionados para tentar gerar dúvida na estratégia adversária), e no segundo caso quase sempre para se falar dos lances polémicos do jogo, que os vai haver, e de quem foi mais ou menos prejudicado ou beneficiado.

Por tudo isto e muito mais, este jogo é dos que gera mais interesse mediático, e onde todos os intervenientes pretendem mostrar quem está mais forte nas várias vertentes do jogo, e não apenas do jogo jogado.

No entanto, e porque o dérbi ainda não foi jogado, podemos esquecer as vertentes extra-jogo, e tentar centrarmo-nos apenas nas tácticas, estratégias e jogadores.

Como facilmente se percebeu, em termo de fluidez de jogo, o nosso adversário está com processos bem mais assimilados e de rápida execução, até pelo final de época, pré-epoca e início de época atípicos que o Sporting tem vivido. Porque, para quem esteve Marte, desde maio até julho o clube leonino teve três treinadores, golpes de estado, comissões de gestão, marcação de eleições, tentativa de retomar o poder, e ainda não vemos fim a isto. Mas não nos vamos desviar do jogo, apesar de no Sporting ser praticamente impossível devido ao exorbitante número de egos que lutam pelo protagonismo no nosso clube. Protagonismo para ser simpático.

Jovane Cabral poderia ser um dos utilizados para dar velocidade no ataque, e prender a defesa adversária mais atrás
Fonte: Sporting CP
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Com tudo isto, tínhamos de estar necessariamente menos fortes, em termos de processo de jogo, que o nosso adversário do próximo jogo.

É que esta dificuldade não deveria dever-se ao facto de terem saído jogadores importantes da equipa, até porque, dos que saíram, alguns foram recomprados (somos mesmo diferentes), outros não eram titulares indiscutíveis, ficando apenas a faltar o guarda-redes, o médio-defensivo, e o extremo. Ou seja, setenta por cento da equipa é a mesma da época passada. Mas o estilo de jogo mudou, com uma construção de jogo a incidir essencialmente (espero que mude) no passe longo para o ponta-de-lança e os extremos.

O problema deste estilo de jogo é que perdemos o jogador que melhor o executava (posso dizer o nome de William Carvalho sem me baterem?), e estamos agora a jogar com extremos que estão sem velocidade para passar o jogo a correr para bolas lançadas nas costas dos defesas adversários (mas podemos ter, se o treinador quiser). Com os médios que temos neste momento, a táctica tem que incidir na posse de bola, e na circulação rápida, principalmente no dérbi, onde vamos encontrar uma equipa a pressiona alto (como vimos no jogo da liga dos campeões), que tenta ganhar rapidamente a bola, e é rápida no ataque.

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