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Rodrigo Ribeiro, artigo do bola na rede sobre a jovem promessa

Tenho a certeza que este título a comparar Rodrigo Ribeiro com o atual ponta de lança do Sporting CP levará imediatamente a comentários como “Não é difícil ser melhor que o Paulinho”, ou “Qualquer um é melhor que o Paulinho”, mas o foco deste texto não é o ponta de lança da equipa sénior do Sporting CP, e todos sabemos que, apesar de demorarem a surgir, o Paulinho não serve só pelos golos. E quando os marca, são logo nomeados como um dos melhores da jornada Champions. Caso para dizer: “Poucos, mas bons”.

Mas estamos aqui para falar de mais um potencial craque formado nas camadas jovens de Alcochete, que saltou para a ribalta pela voz do treinador da equipa principal quando mencionou o seu nome numa conferência de imprensa para, mais uma vez, e de uma forma similar à que fez com Dário Essugo, valorizar a qualidade e profissionalismo dos “miúdos”, e mostrar a todos os outros qual o caminho que devem seguir se querem ter a hipótese de chegar ao escalão maior do universo leonino.

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Rodrigo Ribeiro é, então, mais um jovem lançado para a esfera mediática por Ruben Amorim. Não o colocou ainda a jogar a título oficial (jogou um particular contra o Torreense), mas já conseguiu colocar todos os holofotes em cima deste ponta de lança que começou a jogar Futebol na Escola Academia Sporting de Viana do Castelo, tendo sido contratado pela “casa Mãe”, quando os leõezinhos de Viana do castelo defrontaram os de Alcochete em 2017. Foi tal o impacto que Rodrigo criou nos responsáveis do Sporting, que nesse mesmo dia foi recrutado para Alcochete, apesar de, fisicamente, se manter na sua equipa de origem até aos sub-13, vindo depois a Lisboa jogar nos torneiros pela equipa de Alcochete. Rodrigo Ribeiro

Quais as caraterísticas do jogo de Rodrigo Ribeiro?

Rodrigo Ribeiro é um jogador com um toque de bola refinado, bom domínio, condução de bola, e facilidade de remate. Todas estas características se ficam a dever ao facto de, originalmente, a sua posição ter sido de extremo, tendo vindo a jogar como médio-centro nos sub-14 e só a partir dos sub-15 passar a jogar como avançado. Apesar de ser bastante alto, uma vez que, com 16 anos, mede já 1,85M, é muito ágil e móvel, o que o torna um avançado que, à semelhança de Paulinho, pode descer ao meio-campo para receber a bola e servir de apoio ao meio-campo, ou seguir ele mesmo como transportador da mesma. Rodrigo Ribeiro

Servi-me de Paulinho para ser termo de comparação, para que seja mais fácil perceber-se as características do Rodrigo. Todos conhecem a forma de jogar de Paulinho, vindo ao meio-campo para dar linha de passe aos seus colegas da linha média, ou para receber bolas de jogo mais direto e poder disponibilizar aos seus médios. Rodrigo Ribeiro

Rodrigo também tem essas características, acrescentando o facto de ter maior qualidade com bola do que o actual ponta de lança leonino. O jovem tem, também, à semelhança de Paulinho, um bom remate de fora de área. Lembram-se do golo deste ao Besiktas, na Champions? Dias antes, o Rodrigo tinha feito um semelhante com a diferença de ter sido ele a transportar a bola até à entrada da grande área.

Com trabalho, e sem se deslumbrar, tem tudo para ser um ponta de lança muito completo. Basta que continue focado no trabalho, sem queimar etapas, ou pelo menos as que o clube não lhe peça para queimar, até porque, à semelhança de outros colegas, pode ver-se “obrigado” a jogar em escalões superiores ao seu.

E esta antecipação de subir escalões deve-se, neste momento, ao facto de o clube estar a apostar muito nos jovens da “cantera”, mesmo na sua equipa principal. Isto porque temos um treinador que fomenta a utilização dos jovens, e os valoriza, como facilmente se percebe pelo seu discurso e pela sua aposta, o que deixa as equipas da formação desfalcadas, obrigando a que outros de escalões mais baixos sejam “obrigados” a subir para completar plantéis. Rodrigo Ribeiro

Esta medida é boa para os jogadores, e para o clube que vê a sua aposta materializada, mas reflecte-se em resultados menos bons em termos classificativos nas camadas jovens. Ou seja, neste momento somos um dos, ou o clube com mais jogadores da sua academia a jogar na equipa sénior, e as classificações dos escalões de Juniores, iniciados e mesmo Liga Revelação não são as melhores. Se muitos dos que estão na equipa principal estivessem nos seus escalões, com certeza o panorama seria diferente.

Mas mesmo que o melhor cenário seja formar a ganhar, o objetivo principal é que os miúdos cheguem formados, como jogadores e pessoas, em condições de enfrentar as dificuldades que uma carreira profissional acarreta. O resto depende de cada um deles. E, por isso, digo e repito que Rodrigo Ribeiro tem o enorme potencial de vir a ser um grande ponta-de-lança, desde que continue a trabalhar e a potenciar as suas qualidades naturais.

Boa sorte, Rodrigo Ribeiro.

Artigo revisto por Joana Mendes

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