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O futebol é o desporto rei. Há quase vinte anos que ouço esta frase e a subscrevo, pois o futebol é o desporto mais apaixonante de todos. Contudo, atualmente, existe algo que falta ao futebol, e já falta há algum tempo: verdade.

A verdade desportiva é um termo muito caro, que devia ser utilizado com muito cuidado, ao contrário daquilo que é feito por alguns intervenientes do futebol português, que falam nela, mas cruzam os braços quando chega a hora de fazer algo pela mesma. A verdade é algo que não existe em todo o seu esplendor no futebol. Não existe devido aos erros de arbitragem e também por causa da desonestidade da esmagadora maioria dos intervenientes, sejam eles jogadores, treinadores, dirigentes, árbitros ou responsáveis pela organização do futebol que beneficiam com as irregularidades existentes. Os jogos deviam ser mais vezes decididos por momentos como o que vemos no topo deste artigo, em que o génio de um jogador se sobrepõe ao esforço dos adversários. Contudo, o que se passa muitas das vezes, é que é a incompetência dos árbitros a sobrepor-se àquilo que é feito pelos atletas. Assim sendo, parágrafo a parágrafo, vou expor algumas das ideias que acho positivas para o futuro do futebol e que deviam ser consideradas por quem de direito. Obviamente estas propostas não resolveriam tudo, mas seriam sempre parte da solução e não do problema.

Tempo de jogo

Uma partida de futebol tem noventa minutos. Contudo, isto é só no papel porque existem jogos que nem chegam a ter dois terços desse tempo como úteis. Seja devido a simulações de jogadores, demora excessiva nas reposições de bola em jogo ou protagonismo excessivo do árbitro na partida. O jogo nunca tem todo o seu tempo útil, até porque isso é impossível com as regras hoje existentes. Contudo, podia ter muito mais tempo útil com a aplicação de algumas medidas que visam o aproveitamento do tempo e a punição de quem utiliza o antijogo como uma das principais armas num jogo de futebol. O tempo cronometrado, como existe, por exemplo, no futsal, seria a novidade ideal para combater o antijogo. Ter os noventa minutos cronometrados talvez fosse complicado em termos logísticos e físicos, por isso, tenho duas propostas neste âmbito: a cronometragem apenas da segunda parte ou a cronometragem de todo o encontro, com a possibilidade de o tempo ser diminuído de noventa para, quiçá, oitenta minutos. Tudo isto impediria, ou pelo menos refrearia, as intenções dos jogadores que simulam lesões e que retardam a reposição de bola em jogo, onde os guarda redes são um caso gritante. Sem a possibilidade de queimar tempo útil de jogo, os jogadores utilizariam menos essa “artimanha” em seu proveito. Atualmente, até chegamos ao cúmulo de haver perdas de tempo logo desde a primeira meia hora dos encontros. Isto tem de acabar, para bem do futebol.

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Apaixonado por futebol, antes dos livros da escola primária já lia jornais desportivos. Seja nas tardes intermináveis a jogar, nas horas passadas no FIFA ou a ver jogos, o futebol está sempre presente. Snooker, futsal e andebol são outras paixões. Em Portugal torce pelo Sporting; lá fora é o Barcelona que lhe enche as medidas. Também sonha ver o Farense de volta à primeira…                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.