Após a contratação de Rúben Amorim, o Sporting CP adotou uma postura diferente no mercado.

Se bem se recordam, o mercado de verão anterior à vinda de Amorim foi trágico, com vários empréstimos (em cima do joelho) de jogadores numa fase claramente descendente da carreira – como por exemplo Bolasie e Jesé Rodriguez. No pós-Amorim, vimos uma aposta muito mais clara e com melhores resultados. Assistimos a uma aposta no mercado interno e a uma maior exploração dos produtos da Academia do Sporting CP.

Analisando agora aquilo que estão a ser os reforços do leão, por enquanto temos: Rúben Vinagre, Ricardo Esgaio, José Marsá e Gonçalo Esteves. Apesar de serem apenas rumores, a imprensa fala no interesse leonino em assinar com Ettiene Catena (AS Roma), Issa Fatawu (Steadfast FC) e Vando Félix (Leixões SC). Pegando nos casos de Marsá e de Gonçalo Esteves: são dois jogadores que empolgam os adeptos leoninos pelo tremendo potencial que têm. Marsá é um defesa central que chegou este verão do FC Barcelona e Gonçalo Esteves é um lateral direito vindo do FC Porto.

Ambos eram titulares habituais pelos escalões de formação que passaram nas suas anteriores equipas e já representaram as camadas jovens das suas seleções nacionais. Vêm para ganhar rotação na equipa B do Sporting CP ou nos Sub-23 e podem muito bem começar a ser uma opção para equipa principal, num futuro a curto/médio prazo. Este processo, muito provavelmente, deverá ser repetido com Catena, Fatawu e Vando Félix, caso se venham a confirmar as suas transferências para os leões.

Passando para os dossiês de Vinagre e Esgaio: são jogadores com um perfil semelhante e em circunstâncias também elas idênticas. Dois jogadores que passaram pela formação do clube e que já conhecem a academia e já tem noção do peso do emblema que carregam ao peito. Para além disso, são também dois jogadores que se apresentaram a um grande nível na temporada passada e que jogaram em clubes do campeonato português; ou seja, já estão familiarizados com a Liga e com os adversários. Ambos regressam ao Sporting CP para serem alternativas de qualidade aos supostos habituais titulares nas laterais, Nuno Mendes e Porro.

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Para além disto, é importante notar que, no mercado passado, chegaram ao Sporting CP outros três jogadores com o perfil também bastante semelhante. Falo de Antonio Adán, Vitorino Antunes e Zouhair Feddal. Todos eles a jogar na LaLiga e todos eles com mais de 30 anos de idade. Com o decorrer da época, vimos que foram jogadores absolutamente preponderantes na caminhada sportinguista rumo ao título – sobretudo Adán e Feddal.

Mais do que toda a qualidade que acrescentaram ao jogo leonino, transmitiram sabedoria e tranquilidade, características de que uma equipa tão jovem como a que era a do Sporting CP precisava com muita urgência. Posto isto, este ano fala-se num possível ingresso de Daniel Wass nos leões – um jogador que também ele estava numa equipa de meio da tabela no campeonato espanhol, com uma idade superior a 30 anos e com muita experiência. Para além disso, Wass oferece uma polivalência bastante importante, pois pode jogar em diversas posições (qualquer posição no lado direito e no médio centro).

Toda esta forma de estar no mercado é semelhante àquela que já vimos no verão passado, com muitas contratações de jogadores que surpreenderam e deram provas no futebol português (temos o caso de Pote e de Nuno Santos), com uma aposta em jogadores muito jovens e com uma ou outra contratação de um jogador bem mais experiente. Há que confiar nesta ideologia do treinador do Sporting CP e em quem gere as contratações do clube, porque, se já vimos todo este processo a ter frutos e se estamos a assistir a uma repetição do mesmo, só temos de ficar com esperança de que o desfecho seja o mesmo: o campeonato nacional.

Artigo revisto por Andreia Custódio

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