Anterior1 de 3Próximo

Após a vitória do FC Porto em pleno Estádio da Luz, os leões visitaram o Portimonense SC sabendo que, em caso de vitória, se colocariam à frente dos dois rivais.

Marcel Keizer decidiu mexer na equipa, tirando do onze inicial Borja e baixando Acuña para a lateral, tendo o compatriota Vietto ocupado o lugar do internacional argentino no lado esquerdo do ataque.

Em cima do primeiro par de minutos de jogo, Raphinha recebe a bola já dentro do meio-campo da equipa de Portimão e, num movimento característico seu, cortou da direita para dentro “à Robben” e rematou ao ângulo superior esquerdo contrário. O leão começava da melhor maneira em Portimão.

Ainda antes dos cinco minutos, veio o segundo golo leonino. Numa excelente jogada colectiva, Vietto descobre Bruno Fernandes por entre a defensiva algarvia e o capitão do Sporting assistiu de forma fácil Luiz Phellype, que só teve que encostar. Com uma mão cheia de minutos passados, Bruno Fernandes já levava duas assistências na partida.

Aos sete minutos, foi a vez da equipa da casa marcar e voltar à discussão do resultado. Iuri é carregado em falta do lado esquerdo da grande área por Mathieu e Carlos Xistra apontou, com justiça, para a marca de grande penalidade. Dos onze metros, Rómulo converteu bem o castigo máximo não dando hipóteses a Renan, que ainda se atirou na direção da bola.

O início de jogo em ebulição não ficou por aqui, e aos dez, foi o Sporting a ter uma grande penalidade assinalada a seu favor. Pedro Sá tocou no pé de Luiz Phellype, mesmo no limite da área, mas, após a verificação do VAR, o árbitro voltou atrás com a decisão, assinalando uma falta de Thierry Correia no início da jogada. Uma decisão bastante discutível, uma vez que o lateral leonino parece tentar evitar o contacto com o adversário.

O jogo acabou por acalmar e começou a ser mais perceptível os elementos tácticos preparados por Keizer. Tanto Vietto como Raphinha eram extremos com enorme liberdade para flectirem para zonas mais interiores, onde apenas Luiz Phellype tinha um lugar mais posicional, até porque Bruno Fernandes deambulava muito pelo ataque verde-e-branco.

O fulgor inicial ia-se esfumando com o passar dos minutos e, apesar de algumas jogadas perigosas de parte a parte, as oportunidades de golo foram praticamente nulas até aos últimos dez minutos do primeiro tempo.

Aos 37, Vietto volta a descobrir Bruno Fernandes com um grande passe e o capitão do Sporting conseguiu picar a bola por cima do guarda-redes do Portimonense, valeu aos algarvios o central Willyan a tirar a bola muito perto da linha de golo.

Na resposta, um contra-ataque bem desenhado pelo lado esquerdo dos comandados de Folha e Iuri, sozinho frente a Renan, cabeceou ao lado da baliza leonina.

Numa primeira parte de grande nível, ficou o destaque para o espectacular início de jogo no Municipal de Portimão e o bom entendimento entre dois jogadores que, segundo o técnico leonino seriam quase incompatíveis: Bruno Fernandes e Luciano Vietto.

Bruno Fernandes esteve em todos os golos do Sporting
Fonte: Sporting CP

O início de segunda parte foi morno, sem a emoção dos dez minutos da primeira parte, mas a mostrar que a segunda parte tinha tudo para ser tão bem disputada como a primeira. António Folha decidiu mexer na equipa logo ao intervalo, tirando o lateral Henrique para o lugar do médio ofensivo Lucas Fernandes.

À passagem dos cinquenta e cinco minutos, ambas as equipas tiveram duas oportunidades de criar perigo. Primeiro foi Vietto que, numa bela jogada individual, passou pela defensiva do Portimonense e chutou com pouca força para a defesa de Ferreira. Pouco depois, foi a vez de Aylton Boa Morte chegar atrasado a um cruzamento de Anzai.
O Sporting parecia estar conformado na partida mas, na terceira assistência da tarde algarvia, Bruno Fernandes descobriu Raphinha nas costas da defesa alvinegra e o extremo brasileiro bisou na partida, não dando hipótese ao guardião da formação da casa.

Depois do terceiro golo leonino, o treinador da equipa de Portimão decidiu arriscar e colocar a equipa num formato mais ofensivo e com mais soluções no ataque, na procura de um resultado melhor do que a derrota.

Contudo, se o Sporting se sentia bem com o 1-2, mais confortável estava com a vantagem de dois golos, descendo linhas e controlando a partida, aproveitando para colocar o adversário em sentido através de contra-ataques. Num desses contra-golpes, e após mais um tremendo passe de Vietto, Raphinha apareceu isolado frente à baliza, mas perdeu a hipótese de somar um hat-trick ao permitir a defesa a Ferreira.

Uma vitória justa da equipa de Alvalade, numa partida de futebol bastante intensa e bem disputada. O Sporting fica, assim, com sete pontos no campeonato e fica à espera do resultado do FC Famalicão para saber se fica a comandar a Primeira Liga.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Portimonense SC: Ferreira (GR), Anzai, Willyan, Jadson e Henrique (Lucas Fernandes, 45′); Cevallos (Dener, 68′), Rómulo, Pedro Sá e Rodrigo Tabata; Iuri (Jackson Martínez, 63′) e Aylton Boa Morte.

Sporting CP: Renan Ribeiro (GR), Thierry, Coates, Mathieu e Acuña (Borja, 86′); Doumbia, Wendel (Eduardo, 79′) e Bruno Fernandes; Raphinha, Vietto e Luiz Phellype.

Anterior1 de 3Próximo

Comentários