A CRÓNICA: PONTO INSUFICIENTE PARA RECUPERAR O PÓDIO

Em Vila do Conde, o Rio Ave mirava a possibilidade de chegar ao quarto lugar e o Sporting tinha a pressão de recuperar o pódio. Com o empate a uma bola, nem uma coisa, nem outra. Num jogo em que a formação de Carvalhal não podia ter pedido melhor entrada, Lucas Piazón tratou de finalizar um bom lance coletivo aos 65 segundos e, com isso, ferir a estratégia leonina para o encontro.

A fase de construção foi sempre a lacuna mais evidente dos leões ao longo do primeiro tempo e os vila-condenses até estiveram perto de ampliar a vantagem, com uma dupla oportunidade de Nuno Santos. Já o Sporting apenas assustou num estrondoso remate de Eduardo a esbarrar no ferro da baliza de Kieszek. A urgência em reagir no segundo tempo era enorme, mas a formação de Silas nunca revelou ter a astúcia necessária para chegar à baliza necessária com perigo.

O cenário, esse, escureceu ainda mais quando Coates viu o segundo amarelo e deixou a equipa reduzia a dez nos últimos 20 minutos, mas foi precisamente em inferioridade numérica que a equipa de Alvalade chegaria ao empate. Bolasie conquistou uma grande penalidade e o recém-entrado Jovane tratou de restabelecer a igualdade, oferecendo um ponto a um leão que pouco fez por merecê-lo.

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A FIGURA

Fonte: Rio Ave FC

Al Musrati – Grande exibição do médio líbio a encher, por completo, o meio-campo do Rio Ave. Seguro a defender, eficiente a construir e até mesmo eficaz a assistir, tendo feito um esforço no lance do golo de Piazón. Uma exibição muito consistente, com diversas recuperações de bola cruciais. Chegou por empréstimo do Vitória SC no mercado de inverno e, no seu primeiro jogo a titular, era difícil pedir melhor. Imperial!

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Primeira parte do Sporting – O golo madrugador abalou (e de que maneira…) a formação orientada por Silas. Os leões não tiveram o poder de reação que se exige a uma equipa que luta pelo 3º lugar e até podiam ter visto a desvantagem no encontro aumentar para dois golos. Dificuldades na construção, permeabilidade do setor defensivo e pouca agressividade nos duelos. Só ao minuto 37’, o Sporting conseguiu rematar com perigo, por intermédio de Eduardo.

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE

Face à ausência do castigado Tarantini, Carlos Carvalhal foi obrigado a alterar uma peça em relação ao “onze” que goleou o Aves na jornada passada, com a estreia de Al Musrati a titular. A entrada praticamente a ganhar não fez com que os vila-condenses – alinhados num 4-3-3 – abdicassem da sua filosofia. As dinâmicas de ação mantiveram-se e a equipa da casa esteve sempre de olho no segundo golo. No segundo tempo, o Rio Ave não foi tão esclarecido a atacar e acabou mesmo por sofrer o golo do empate, mesmo numa altura em que se encontrava em superioridade numérica.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (6)

Matheus Reis (7)

Aderllan Santos (6)

Toni Borevkovic (6)

Diogo Figueiras (6)

Al Musrati (8)

Filipe Augusto – (6)

Lucas Piazón (7)

Diego Lopes (6)

Nuno Santos (7)

Mehdi Taremi (6)

SUBS UTILIZADOS

Carlos Mané (-)

Bruno Moreira (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING

Numa clara tentativa de encontrar um “onze” que forneça mais garantias aos leões, Silas fez questão de manter o 4-4-2 apresentado na vitória diante do Portimonense, mas acabou por proceder a quatro mexidas, muito por força de lesões e castigos. A entrar praticamente a perder, os leões demoraram até se reencontrarem no encontro com as dificuldades nos processos de construção a serem por demais evidentes. No segundo tempo, o cenário não foi muito diferente e as substituições pouco acrescentaram às dinâmicas ofensivas da equipa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (6)

Stefan Ristovski (5)

Sebastián Coates (3)

Luís Neto (6)

Cristián Borja (5)

Idrissa Doumbia (6)

Eduardo Henrique (7)

Wendel (6)

Rafael Camacho (5)

Andraz Sporar (5)

Yannick Bolasie (6)

SUBS UTILIZADOS

Jovane Cabral (7)

Gonzalo Plata (5)

Rodrigo Battaglia (5)

Foto de Capa: Rio Ave FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

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