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Objetivos e cenários diferentes para o embate dos dois mais famosos Sporting’s de Portugal. O de Portugal ainda acredita no tão ansiado título de Campeão Nacional, mas a posição na tabela está aquém do desejado e era obrigado a ganhar para continuar a crer na ultrapassassem a FC Porto e SL Benfica. Já o de Braga tem o quarto posto e a correspondente ida à Liga Europa praticamente assegurados e realinhou o seu final de época para apertar com os de Alvalade e tentar regressar ao pódio da I Liga.

Para um desafio com casa bem composta (16557 espectadores), ainda que não lotada, não houve grandes surpresas nas escolhas dos dois técnicos. Jefferson está emprestado pelo Sporting aos arsenalistas e não podia, por isso, ser utilizado e Abel recorreu a Sequeira para o substituir. Já Jorge Jesus viu-se privado de William Carvalho por lesão e lançou Bryan Ruiz para o onze. Face ao jogo com o Rio Ave, trocou ainda Ruben Ribeiro por Acuña.

Antes da bola começar a rolar, houve também tempo para Matheus e Vukcevic receberem os prémios de, respetivamente, Melhor Guarda-Redes e Melhor Médio da I Liga no mês de fevereiro. Os de Alvalade começaram com a posse de bola e também com os primeiros rasgos de algum perigo, graças a alguma criatividade de Gelson. No entanto, viria das bancadas o primeiro momento de referência, através do acender de vários foguetes luminosos, o que obrigou a parar momentaneamente a partida.

Passados os primeiros 20 minutos, o jogo começou a endurecer e a ter mais faltas, ainda que a equipa de arbitragem não acertasse com várias das decisões. O real perigo para a baliza surgiu por Wilson Eduardo que tentou aproveitar uma falta de comunicação entre Patrício e Mathieu, mas com um ângulo apertado mandou para fora. Na resposta, Bruno Fernandes atirou fraco à figura e, pouco depois, uma grande saída de Matheus evitou o cabeceamento de Bas Dost.

A chegar ao intervalo, chegou o golo. Trapalhada defensiva dos leões e o esférico ressalta em Mathieu e Esgaio antes de entrar. No entanto, o árbitro pediu assistência ao VAR e, após uma longa espera, decidiu invalidar o golo por falta anterior sobre Gelson, que deixa muitas dúvidas sobre se realmente existiu. Na compensação, o Braga ainda tentou repetir o feito, mas Patrício evitou o golo.

Os minhotos continuaram por cima na reentrada e logo aos 50 minutos tiveram uma oportunidade após um livre. O jogo entrou, no entanto, a partir daí numa parte mais lenta e com pouca assertividade de parte a parte que só foi quebrada volvidas duas dezenas de minutos através da meia-distância de, primeiro, André Horta e, na resposta, Bruno Fernandes. A parada e resposta repetir-se-ia e Patrício salvou um bom cabeceamento e Matheus defendeu remate de Ruben Ribeiro.

Raúl resolveu o jogo ao cair do pano
Fonte: SC Braga

Só que não é por acaso que os últimos 10 minutos dos Guerreiros do Minho já têm fama. O aviso foi com um contra-ataque em que faltou melhor discernimento ao chegar à área, mas arrancou o segundo amarelo e consequente expulsão a Piccini. A consumação veio num livre de Ricardo Horta que foi desviado de cabeça para encontrar Raúl Silva totalmente sozinho para decidir a partida e fazer o tento solitário.

Nos instantes finais, Jorge Jesus ainda fez entrar o Wendel, mas a única situação digna de nota foi uma altercação entre Coentrão e Abel num lançamento lateral que levou à expulsão do treinador do Braga.

Com este resultado, o Sporting deverá dizer em definitivo adeus à luta pelo título e tem que se preocupar com um Braga imparável que está cada vez mais em cima dos leões e tem um calendário mais favorável e menos preenchido.

SC Braga: Matheus; Goiano, Raúl Silva, Bruno Viana, Sequeira; Esgaio, Vukcevic, André Horta (Danielo 82’), Ricardo Horta (Fábio Martins 90+2’); Wilson Eduardo (Dyego Sousa 68’), Paulinho.

Sporting CP: Rui Patrício; Piccini, Mathieu, Coates, Fábio Coentrão; Battaglia, Bryan Ruiz (Montero 79’), Acuña (Rúben Ribeiro 61’; Wendel 90’), Bruno Fernandes; Gelson Martins, Bas Dost.

 

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