Açores e Sporting, duas das minhas paixões, defrontaram-se hoje em Ponta Delgada para a quarta edição do Troféu Pauleta, num jogo em que a equipa de Lisboa venceu por 2-1.

Foi um jogo típico de pré-época, em que o ritmo foi muito baixo, principalmente na primeira parte. Esta primeira parte, de resto, resume-se a duas boas defesas do guarda redes açoriano João Botelho a remates de Montero e Jefferson e a algumas boas indicações do reforço Oriol Rosell.

A segunda parte foi totalmente diferente, até porque todos os 10 jogadores de campo foram trocados ao intervalo: com um ritmo mais vivo e mais interesse para as cerca de cinco mil pessoas que se deslocaram ao Estádio de São Miguel. Logo no início desta parte Shikabala estreou-se a marcar pelo Sporting, numa boa jogada dos verdes e brancos – que este ano ameaçam ser verdes e verdes, tal a forma como são os equipamentos – que terminou com um remate do egípcio que ainda bateu no poste antes de entrar. Mas a vantagem dos leões durou muito pouco, já que dois minutos depois Hélder Arruda igualou o marcador. O reforço japonês do Sporting, Tanaka, pouco depois fez um grande remate de fora da área que bateu na trave no que seria uma concretização muito boa. Foi precisamente o japonês que fez a assistência para o último golo do jogo, quando cruzou para Wilson Eduardo marcar. Até ao final pouco mais se viu, tirando um falhanço inacreditável de Heldon, que, depois de um bom trabalho de Shikabala, não conseguiu marcar.

Sem Título
Iuri Medeiros, jogador do Sporting B, foi dos mais inconformados na equipa açoriana
Foto: Rodrigo Fernandes

Num jogo sem muito para contar, deu para ver que ainda existe muito trabalho para ser feito por parte de Marco Silva neste Sporting 2014/2015, mas que os reforços podem mesmo a vir a ser reforços, algo sempre bom de se saber – sendo os melhores jogadores do Sporting os reforços Tanaka e Oriol, assim como Wilson e Shikabala, tendo este último sido o melhor em campo.

Nota final ainda para um momento caricato antes do início do jogo, quando o speaker de serviço mostrou que não sabia o hino dos Açores: começou a falar quando ainda nem tinha acabado a parte instrumental e continuou a falar quando começou a parte cantada. Infelizmente, algo muito usual pelas ilhas, em que o hino é pouco usado e conhecido.

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